Milton DóriaMaranúbiaBarbosa embarca hoje para o IraqueEla vai viajar. Vai pra longe, muito longe e não sabe exatamente o que vai ver e qual o grau de intensidade que vai imprimir às suas observações. O destino, Oriente Médio. Ela embarca hoje para a terra de Sadam Hussein. O que a estudante de jornalismo da Universidade Estadual de Londrina, Maranúbia Barbosa, vai fazer por aquelas bandas poderia muito bem ser classificado de aventura: buscar subsídios para o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
A temporada no Oriente Médio vai durar 60 dias, dos quais 50 baseados no Iraque. Maranúbia adianta que não está indo com nenhuma idéia preconcebida do trabalho e nem mesmo com hipóteses a serem confirmadas, reparadas ou simplesmente descartadas. Só tem um propósito: a de divulgar, a partir do que vir, fotografar e entrevistar (se for possível), em que pé as coisas estão no Oriente Médio, principalmente Iraque, depois da Guerra do Golfo.
Turismo é uma palavra que não se encaixa na intenção dessa estudante que investiu US$ 10 mil, do próprio bolso, num projeto que é, no mínimo, interessante e louvável. Escolheu discorrer sobre esse assunto por gosto pessoal.
Uma vez decidida de que era isso mesmo que queria em relação ao seu TCC, Maranúbia pôs-se a ir atrás das questões burocráticas para chegar ao local escolhido.
O primeiro passo foi entrar em contato com a embaixada do Iraque, em Brasília. De lá, pediram especificações sobre o trabalho a ser desenvolvido e que tivesse um aval do reitor da UEL, Jackson Proença Testa. O pedido foi encaminhado em março. Um empurrãozinho extra veio também do diretor de Redação da Folha de Londrina, Nelson Merlin, afirmando que o jornal poderia utilizar reportagens por ela produzidas. Enfim, o visto de entrada no país foi concedido.
O primeiro contato, em Bagdá, será no Ministério da Cultura e das Comunicações onde, segundo a estudante, a espera um funcionário do governo que irá assessorá-la. A partir desse momento, ela vai contar, antes de mais nada, consigo mesma já que não mais existe embaixada do Brasil naquele país.
Maranúbia espera ter um intérprete ao seu lado. Se não for possível, vai tentar se comunicar em inglês. ‘‘acho que a lingua pode me dificultar, mas pretendo fotografar o máximo possível já que as imagens que eu trouxer devem falar por si’’, diz ela. O retorno ao Brasil deve acontecer entre os dias 15 e 18 de outubro.

mockup