Conhecer as belezas naturais da América do Sul pode ser mais fácil e econômico do que muitos imaginam. O Mercosul gerou um espírito de integração que tem facilitado as relações entre os países que participam do acordo, e o fato de não existir a barreira da língua (de maneira geral, há inclusive um grande interesse por parte de chilenos e argentinos em falar o português) torna ainda mais acessível uma viagem de férias que contemple as principais atrações dos territórios vizinhos.
Outro ponto favorável - principalmente no caso de famílias - é a alternativa de utilizar o próprio carro como meio de transporte, o que gera economia e permite mudanças inesperadas no roteiro. Esta foi a opção feita pelo casal de professores Renato Rodrigues Martins e Adriana Pasello, de Londrina, que rodou 9.800 quilômetros em 27 dias, passando pela Argentina, Chile e Uruguai e voltando ao Brasil via Arroio Chuí. Os dois turistas garantem: ‘‘É uma viagem de aventura extremamente acessível e descomplicada.’’
Renato e Adriana planejaram a viagem durante um ano, definindo o roteiro e juntando informações obtidas em publicações turísticas e via Internet. No dia 1º de janeiro, finalmente, eles saíram de Londrina rumo a Foz do Iguaçu, de onde seguiram o trajeto Posadas, Paso de Los Libres, Paraná, Santa Fé, Córdoba, Mendoza, Puente del Inca (Argentina), Santiago, Vi¤a del Mar, Valparaíso, Temuco, Osorno, Puerto Montt, Ancud e Castro, onde está a Ilha de Chiloé (Chile).
De volta à Argentina, fizeram o caminho Bariloche - Santa Rosa - Buenos Aires, seguindo então para Montevidéu, Piriápolis e Punta del Este (Uruguai) até chegarem de volta ao Brasil, pelo extremo sul. Munido de uma infinidade de folhetos turísticos e mais de 800 fotografias, o casal afirma que há muito o que ver. ‘‘O Sul do Chile, por exemplo, merece uma viagem exclusiva.’’
A diferença de custos gerada pela opção de viajar com carro próprio (um Toyota Hillux 4x4 2.8 a diesel, ano 93) foi considerável: ‘‘Gastamos cerca de US$ 400,00 com combustível, apenas’’, revela Renato. O risco de problemas com o veículo em uma viagem como esta é reduzido pelo fato das estradas serem bem conservadas, mas é preciso estar alerta: quem optar por assumir a direção durante as férias deve, necessariamente, estar com o veículo revisado e em perfeitas condições de uso.
Os preços da rede hoteleira são outra importante contribuição para a economia da viagem. São oferecidos vários tipos de serviço, e no caso de famílias, uma boa alternativa são as caba¤as, comuns tanto na Argentina como no Chile. É possível alojar-se em aconchegantes chalés por um preço médio de US$ 40 a diária, com direito a café da manhã (só não existe a fartura de guloseimas a que estamos acostumados nos hotéis brasileiros).
Os passeios também têm preços atrativos, se comparados com algumas taxas praticadas em determinadas regiões turísticas brasileiras. As visitas de um dia inteiro às crateras de vulcões ativos, por exemplo, saem por US$ 20, incluindo lanche e trajes apropriados.
Em relação ao Chile, a Argentina oferece preços entre 10 e 20% maiores. Mesmo assim, as promoções típicas do mês de janeiro tornam bastante atrativos os passeios à terra do tango. Vale lembrar também que em ambos os países, a alta temporada só começa no final do mês de janeiro, tornando os primeiros dias do ano uma ótima opção para os turistas de fora.
No Sul do Chile, o sol se põe em torno das 21h30 no verão, o que significa mais de 12 horas de luz natural para desfrutar de passeios e conhecer os principais pontos turísticos. Com dias tão longos, a população acostumou-se a dormir e a acordar tarde, um costume que é seguido também na Argentina. É como se as pessoas só entrassem no ritmo, pra valer, depois da famosa ‘‘siesta’’. Nos restaurantes, é comum os garçons começarem a servir o jantar só depois das 21 horas.
Renato e Adriana criaram um site na Internet com fotos dos principais locais visitados durante a viagem e as principais informações sobre os mesmos. Grande parte das informações divulgadas on line pelo casal está nas matérias que publicamos a seguir, sobre alguns dos pontos turísticos da Argentina, Chile e Uruguai. Quem quiser visitar o site, o endereço é o seguinte: http://members.xoom.com/mercotur/ e o e-mail do casal é [email protected]: Renato MartinsBariloche: uma das cidades do roteiro de Renato e Adriana FT2B15Silvana Leão

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