Uma vez por semana a jornalista Luzia Cabreira e a psicóloga Luciana Grandini deixam de lado a profissão para fazer algo diferente. Dão aula de culinária voltada para uma alimentação saudável. O curso tem duração de 2h30 com direito a degustação de algumas receitas, que a dupla traz prontas de casa. Diferente dos tradicionais, esse curso não acontece ao lado do fogão. O ponto forte são as dicas de alimentos funcionais, ''que além de alimentar, também fazem bem à saúde'', explicam.
Quando estava no último ano da faculdade, Luciana lembra que chegou a ter três intoxicações alimentares. Luzia acabou sendo ''solidária'' numa dessas vezes. ''Nós dividimos um lanche e ficamos doente por uns 15 dias'', conta a dupla, que por conta do trabalho, tem que comer fora todos os dias.
''Continuamos comendo fora, mas agora já sabemos o que comer'', explica Luzia, que passou a pesquisar sobre alimentação saudável há cerca de dois anos. O que a princípio surgiu para ser uma pesquisa em causa própria, acabou se tornando um meio de ajudar outras pessoas. Além de dar dicas para os alunos, Luciana e Luzia também colaboram com obras assistenciais, já que as inscrições são pagas com um quilo de alimento não-perecível.
Além de não se preocupar mais em ter alguma intoxicação, a psicóloga Luciana também destaca um outro benefício da nova alimentação. ''Consegui emagrecer bastante'', conta. Um dos segredos é o missô (pasta de soja fermentada), muito utilizado na culinária oriental e que, segundo as pesquisas da dupla, ajuda a eliminar os radicais livres do organismo.
Na lista de alimentos funcionais, elas ainda incluem o iogurte (elimina bactérias nocivas) e o pão ázimo (veja receita). ''É um pão que não tem fermento na receita, mas tem linhaça, o que ajuda a prevenir câncer de colo de útero'', explica Luciana. ''Tem muita gente que acha que alimentação saudável é sinônimo de coisa chata'', contam. O sorriso das professoras e alunas mostram o contrário.

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