Paulistana radicada no Rio de Janeiro, Elizabeth Savalla começou a fazer teatro na escola. Ela estudou três anos com a atriz e professora Lourdes de Moraes enquanto fazia colegial no Liceu Eduardo Prado, em São Paulo. ''Ela foi a primeira atriz a ganhar o Molière com uma tragédia grega no final da década de 60'', lembra. Foi a partir da experiência com Lourdes que Elizabeth chegou à Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo.
Uma das heranças do aprendizado com Lourdes de Moraes diz respeito à questão da missão do ator. Para Elizabeth, é importante levar o teatro a todos os cantos. ''Temos que mostrar a nossa arte a quem não tem acesso. Esse é o teatro que gosto de fazer''. Ela lembra ainda que Lourdes de Moraes costumava viajar pelo país, fazendo apresentações de rua em um caminhão de peixe alugado.
Aos 19 anos, a atriz mudou-se para o Rio de Janeiro para fazer o papel de Malvina na novela ''Gabriela''. Foi o primeiro de uma série de personagens na televisão. Depois de um tempo, ela decidiu voltar para o teatro, mas sem ficar restrita ao eixo Rio-São Paulo. ''Minha função não é estar só na TV. É estar aqui, ir e vir, conhecer, estar nas cidades''.
Atualmente, aos 28 anos de carreira, além do contrato de exclusividade com a Rede Globo, Elizabeth Savalla realiza projetos paralelos. Uma nova montagem no teatro, ainda em definição, é um deles. O outro considerado a menina dos olhos da atriz é a Sala Baden Powell, administrada por sua companhia (Savalla & Áttila). Trata-se do projeto Rio-Arte, no qual 14 salas de espetáculos ligadas à prefeitura e lonas culturais são administradas por artistas. O projeto visa a formação de platéias através de projetos com escolas. O trabalho, segundo Elizabeth, ressalta a importância de levar o público até o teatro.(J.K.)

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