O Teatro de Bonecos é uma arte inserida no contexto social, histórico, cultural, econômico e político. Faz parte de uma realidade, possui valores que o transcendem e, com uma concepção própria dos seres humanos e do mundo, atinge o universal, eliminando as barreiras das fronteiras e do tempo.
Conhecido e praticado na antiguidade na Índia, Egito, Grécia e Roma, entre vários outros povos europeus, asiáticos e africanos, ele deve ter chegado ao Brasil a partir do século 16, trazido pelos colonizadores lusos.
Posteriormente, no século 19, imigrantes germânicos também trouxeram o seu teatro de títeres – o Kaspelstheater, que ainda hoje existe no Rio Grande do Sul, e é considerado uma das manifestações mais interessantes entre os fenômenos de aculturação no folclore gaúcho, onde se identificam e confluem tradições germânicas e lusas em território brasileiro.
As apresentações mais antigas de teatro de marionetes, no Brasil, foram mencionadas no Rio de Janeiro, no século 18, por Luiz Edmundo, no livro ‘‘O Rio de Janeiro no Tempo dos Vice-Reis’’.
Nas diversas regiões brasileiras, esse teatro de fantoches, teve e tem várias denominações: Briguela ou João Minhoca, em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro; Mané Gostoso, na Bahia; Mamulengo, em Pernambuco; João Redondo, no Rio Grande do Norte e Paraíba.
No mundo antigo, o teatro de títeres teve caráter sagrado. Apresentava-se através do presépio. A princípio com figuras imobilizadas. Depois, com movimento de braços, pernas e cabeça. Hoje em dia, o teatro de bonecos no Brasil é totalmente profano. (E.M.C.)

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