Cesar AugustoCena de ‘‘Um Vampiro na Noite Tropical’’Cansado de enfrentar esquadrões e caça-vampiros em sua terra natal, a Transilvânia, o Conde Drácula, o vampiro mais famoso de todos os tempos, resolve vir para o Brasil, onde para tudo (até para Vampiros) se dá um jeitinho. Em 1964, depois da sua última aparição na Inglaterra, Drácula chega ao Brasil, acompanhado de seu fiel escudeiro. Ao chegar, o vampiro se esbalda durante as noites tropicais até o dia em que se dá mal. Ele descobre que uma de suas vítimas, uma bela moça, foi contaminada pelo marido e, como portadora do vírus HIV, transmitiu a doença ao Conde, que enfrenta a imortalidade sugando o sangue de suas presas.
A estória do vampiro em tempos de aids é do jornalista Vladimir Spinoza, que também interpreta um dos nove personagens da peça e garante que a coincidência entre ‘‘criador e criação’’ se restringe ao nome. Mas confessa que sempre foi fascinado por filmes de Drácula e achou que o vampiro seria perfeito para tratar de um assunto como a aids.
Voluntário da ALIA - Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids - o autor faz questão de ressaltar que se trata de uma comédia. ‘‘Não tive a pretensão de conscientizar as pessoas sobre os perigos da contaminação da doença, nem tampouco quis fazer uma coisa didática. É um espetáculo engraçado e agradável que certamente vai interessar as pessoas’’, diz.
Depois da abertura da temporada e Londrina, ‘‘Um Vampiro...’’ irá percorrer 14 cidades, entre elas Curitiba, Campinas, Santos e Santo André. Mocinhas indefesas, com pescoço de fora, que se cuidem!
q Um Vampiro na Noite Tropical - texto e direção de Vladimir Spinoza. De hoje a sábado, às 21 horas e domingo, às 20 horas, no Teatro Zaqueu de Melo, em Londrina. Ingressos a R$ 12,00. Estudantes pagam meia.

mockup