Um trabalho para obter respostas
Os pacientes do Caps participam voluntariamente das oficinas de teatro. Alguns, aliás, não abrem mão das atividades. É o caso de Celso, 26 anos, que desde 2001 frequenta o centro. Ele se diz um bom contador de histórias, que encontrou no teatro uma forma de ''conseguir respostas na vida''. ''Teatro tem sido bom no meu tratamento porque faz com que um montão de fantasmas saia da minha cabeça'', explica. ''Quando chego aqui tenho outra cabeça, porque é um ambiente diferente. Dá para pensar de forma mais clara, lúcida e suave''.
Mariana, 34, diz que sempre gostou de atuar. ''Já fiz teatro fora daqui, mas o projeto me ajudou porque me deu equilíbrio. Aqui a gente esquece os problemas'', diz. Já Viviane, 26, vive uma experiência nova com teatro. ''Nem sabia como era. Achei o teatro diferente porque distrai a mente. E aqui a gente encontra amizades; se um não sabe uma coisa pede ajuda para o outro''.
João, 23, assume que vai às oficinas porque se diverte muito. Ele também desenha e já coleciona mais de 50 pinturas. ''Em todos os meus desenhos eu coloco os problemas e a tristeza e tiro deles a felicidade'', ensina. Luiz, 23, há três anos participa de oficinas no Caps e comemora estar aprendendo a falar em público. ''Falo sobre o cotidiano das pessoas e o que a gente vive'', conta. Quem também aprova a experiência com o teatro é Agnaldo, 19. ''É um trabalho bom para o grupo, porque permite ver como a gente é capaz de fazer o que tem vontade. A gente descobre o que tem por dentro, até talento''. (J.S.)
* Os nomes dos pacientes são fictícios.





