Um toque especial
A história do Vinho do Porto confunde-se com o passado de Portugal. Os romanos, que ocuparam a região, foram os responsáveis pela introdução dos lagares (os tanques de pedra onde se faz a pisa das uvas) e as ânforas (vaso de cerâmica) para o envelhecimento do vinho.
As vinhas tornaram-se um negócio tão próspero que o imperador Domiciano ordenou a sua redução de forma a manter o equilíbrio da produção agrícola. O cultivo prosperou durante o domínio visigodo e sobreviveu à ocupação dos mouros, dos séculos 8 ao 12. Quando Portugal virou reino independente, a partir de 1143, o que até então era conhecido como vinho do Douro já era parte substancial da economia. O vinho descia rio abaixo para o Porto e de lá era exportado a vários países.
Foi em 1675 que, numa remessa de vinhos enviada à Holanda, apareceu pela primeira vez o nome vinho do Porto. Numa antiga rixa entre franceses e ingleses, surgiu a bebida como se conhece hoje. Ao norte do Porto, em Viana do Castelo, havia uma próspera colônia inglesa que importava lã da Inglaterra e exportava produtos agrícolas, entre eles um vinho verde para o qual a nobreza britânica torcia o nariz, mas que fazia a festa dos marinheiros.
Quando, em 1660, Inglaterra e França entraram em atrito por conta do vinho bordeaux o francês eleito pelos nobres, que se tornou proibitivo , os ingleses tentaram fazer do vinho dos marinheiros, um substituto. Não deu certo. Passaram, então, a comercializar o vinho do Douro. Só que, para fazer as longas travessias sem perder o carregamento, os ingleses resolveram acrescentar aguardente nas barricas para interromper a fermentação. Pronto, estava inventada uma das maravilhas de Portugal. (M.A.R.L.)





