Um toque de brasilidade
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de novembro de 1996
Andrea Monclair 
A Oficina de Cordas de Pernambuco faz hoje um concerto, a partir das 20h30, no Teatro Crystal Palace de Londrina. A primeira parte do programa prevê músicas de Zé do Carmo (Ânsia), Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (Assum Preto, Benny Wolkoss (Chegança), Edgar Moraes (A Dor de uma Saudade e Vivaldi (Concerto em Ré Maior allegro-largo-allegro). Já na outra parte, haverá obras de Sebastião Líbano Ferreira (Thug Quadrilha) e também uma série de composições de Villa Lobos (Prelúdio nº 3, Prelúdio nº 4, A lenda do caboclo, Romanceta de Pequena Suíte, Trenzinho Caipira e Dança).
O concerto faz parte da série Crystal Palace, organizado pela Viarte Produções Culturais, e tem patrocíno do Crystal Palace Hotel, Rota Industrial, Marajó Automóveis, Coral Gable e Viação Garcia. O evento tem apoio da Pão de Ló Panificadora, Sign Design e Sea Gran do Brasil.
A Oficina de Cordas de Pernambuco é composta por Henrique Annes (violão), Cláudio Moura (viola), Adalberto Cavalcanti (bandola), Adelmo Arcoverde (viola sertaneja), Frederica Bougeois (flauta), Jean François (contrabaixo) e Raimundo Batista (percussão). Todos são músicos com sólida formação teórica, aliada a uma larga experiência em música popular.
Tratamento requintado Os integrantes do grupo dedicam-se à pesquisa de temas musicais desenvolvidos por compositores nordestinos dos séculos 18 e 19. O grupo foi formado em 87 pelo violonista Henrique Annes. Trata-se de uma orquestra de câmara que se propõe a dar à música popular brasileira, especialmente a nordestina, um tratamento requintado. Mas o repertório do grupo inclui composições próprias, peças clássicas (especialmente de períodos renascentistas e barroco), música brasileira (erudita e popular).
A Oficina de Cordas de Pernambuco tem quatro discos gravados, dois dos quais em CD. Curiosamente, nenhum foi lançado no Brasil. Em 88, o grupo lançou Compositores Pernambucanos, pela Fundação Joaquim Nabuco; em 93, Sound of Pernambuco, pela gravadora americana WTA; em 93, Pernambuco Music, pela gravadora inglesa Nimbus; e em 94, Henrique Annes e Oficina de Cordas, pela gravadora Sony.
Os discos estão sendo distribuídos na Europa, Japão e Estados Unidos. Preocupado com a divulgação e distribuição dos trabalhos, Henrique Annes tomou a iniciativa de abrir uma importadora de CDs e material eletrônico em Recife.
q Oficina de Cordas de Pernambuco - hoje, no Crystal Palace Hotel (Rua Quintino Bocaiúva, nº 15). Ingressos R$ 10,00 (antecipados) e R$ 15,00 (no dia) e podem ser adquiridos no próprio hotel.


