O gênero sofre duas baixas nesta escalada de final de semana. Além do descabelado ''Pânico na Floresta'' (leia a crítica nesta página), ainda aparece este ''Na Companhia do Medo'', outra estréia na grade de lançamentos nacionais (veja a programação de cinema nesta página). Não há muito o que dizer deste equivocado passeio pelos compêndios do lugar-comum e do mais medíocre artesanato de sustos e fantasmagorias.
A psicóloga Miranda (Halle Berry, buscando status de atriz agora para as grandes massas) é presa logo na largada do filme, acusada de ter matado brutalmente o marido. De médica a paciente, agora junto às mulheres que até então atendia, ela recebe diagnóstico de esquizofrenia incurável e que acaba servindo ao filme à perfeição. Mas atrás das paredes do instituto onde está internada, Miranda experimenta uma infindável série de situações absurdas, envolvendo médicos, advogados, pacientes e uma misteriosa presença sobrenatural.
Poderia apenas ser um filme insípido e genérico como um hamburger McDonald, mas ''Na Companhia do Medo'' tem aspirações mais ambiciosas. E chega lá. O diretor francês Mathieu Kassovitz, com currículo até então decente com as produções européias ''O Ódio'' e ''Rios Vermelhos'', é desastroso em sua estréia hollywoodiana assinando este mirabolante roteiro (do venezuelano Sebastián Gutiérrez), um pastichão que mistura fantasmas, simbolismos religiosos, paranormalidade, crimes seriados com requintes sexuais, tudo empacotado por câmeras super velozes, montagem brusca e recorte sonoro ensurdecedor. Penélope Cruz faz outra penosa investida ao cinema americano. Um espanto. (C.E.L.J.)

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