Quarta-feira da semana que vem será inaugurado o mais moderno teatro do País, o Teatro Alfa Real, com capacidade para 1.250 lugares. Trata-se de um projeto do Banco Real, administrado pelo Instituto Alfa-Real e custou R$ 16 milhões. Foram dois anos de construção realizada com equipamentos de última geração, detalhes de infra-estrutura e as mais modernas técnicas de arquitetura e acústica, criadas pelo consultor americano Peter George.
Tudo no Alfa Real é grandioso. Na fachada, uma marquise de 15 metros de largura e 5,5 metros de altura estará inteiramente iluminada na inauguração. De qualquer lugar da platéia é possível ter uma ótima visão do palco. Para isso, as cadeiras vieram dos Estados Unidos e foram feitas com diferenças mínimas de tamanho entre si. A reverberação do som será protegida pelo tecido utilizado nos painéis acústicos e pela trama grossa e aberta nas poltronas.
No centro da platéia, 20 assentos poderão ser removidos e, para evitar o eco, o fundo da platéia terá um cuidado especial e as paredes vão ser absorventes. O palco será do tipo italiano como uma caixa aberta apenas de frente para o público, semelhante ao do Teatro Municipal. Os cenários, iluminação e outros recursos cênicos serão pendurados nos urdimentos, que são as passarelas técnicas e varais de aço.
Alguns recursos especiais irão proporcionar ao público ilusão de ótica e efeito de profundidade. Para os artistas foi projetada uma sala de ensaio com tratamento acústico. As paredes não são paralelas, para melhor distribuir o som. São oito camarins com banheiros e portas largas.
Os artistas poderão observar a movimentação do palco e da platéia do camarim, através de câmeras de TV. O Alfa Real conta ainda com itens de segurança como detectores de fumaça, hidrantes, várias saídas de emergência e uma cortina d’água entre o palco e a platéia.
Para toda esta sofisticação há uma programação especial de inauguração. No dia 22 se apresentará a Orquestra Sinfônica Brasileira e a American Symphony Orchestra. No dia 23, novamente a American Symphony Orchestra. Nos dias 24, 25 e 26 o Quarteto Jobim Morelenbaum e convidados fazem um tributo a Tom Jobim. No dia 30 será a vez da Orquestra Sinfônica Brasileira.
Para o mês de maio também já está pronta a programação que inclui concertos, balé, peças de teatro. Para atender a esta diversidade de programação foram considerados alguns detalhes para a adaptação da infra-estrutura em cada espetáculo. No caso de concertos, por exemplo, será colocada a concha acústica para evitar a distribuição de som. Pensando nas apresentações de óperas, jazz, balé, peças teatrais, foi concebido um fosso de orquestra capaz de deixar o piso em três diferentes alturas.(E.P.)

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