Um show na acepção da palavra
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de dezembro de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
Marcado por experiências que deram certo, o show Geração Renault Brasil que deu início à inauguração da fábrica Ayrton Senna, lotou a Pedreira Paulo Leminski anteontem à noite. Mais de 20 mil pessoas, iluminadas pela lua cheia, receberam entusiasmadas tanto a banda paranaense Maxixe Machine - que apresentou-se pela primeira vez para um grande público - quanto a dupla Marisa Monte e Caetano Veloso - que cantaram juntos pela primeira vez.
Vestidos de malandros dos anos 50 - camisetas e cartolas - o grupo Maxixe Machine entrou no palco da Pedreira Paulo Leminski pontualmente às 21 horas. Ainda com a lotação incompleta, a banda paranaense apresentou as nove canções do CD que lança no próximo dia 20.
Definitivamente perdemos o medo do grande público. Adoramos tocar na Pedreira. Temos uma formação sem instrumentos graves e estávamos apreensivos, mas foi muito divertido, contou o vocalista Rodrigo Barros. Tocando seus sambinhas antigos de Noel Rosa, Geraldo Pereira e Assis Valente, com releituras modernas, inspiradas no punk e no rock, a banda esquentou a platéia para a entrada triunfal de Marisa Monte.
E ela veio de vermelho, sensual, alegre, à vontade. Abriu os braços e recebeu a platéia de milhares de fãs com as músicas do seu último CD duplo Barulhinho Bom. Dançou, apresentou sua banda, e ainda anunciou o colega Caetano Veloso.
Ele entrou de terno e gravata, um tipo comportado. Derreteu a multidão com Leãozinho, Terra e Grão. O show foi o mesmo apresentado no Guairão há dois meses. As músicas cantadas fazem parte do CD Livro Vivo. Caetano fez gracinhas, brincou, rebolou e cantou por quase uma hora para deleite dos eternos fãs.
Sob fogos de artifício e cascata de luzes sobre o lago, os curitibanos deixaram a pedreira dizendo que a dupla deu certo. Aprovaram.


