Não são apenas as belas praias catarinenses que atraem os turistas. Se você curte uma boa aventura em contato com a natureza, esqueça a encantadora Florianópolis, as parasidíacas Bombinhas e Porto Belo e a badalada Balneário Camboriú. Os aventureiros elegeram regiões afastadas do Litoral para curtir passeios inesquecíveis. Desenvolvidos com qualidade, utilizando cenários privilegiados e a geografia diversificada do Estado, os esportes naturais/radicais estão atraindo cada vez mais aventureiros e amantes da vida natural.
Um dos esportes mais procurados pelos turistas é rafting, que exige técnica e equipamento específico para ser praticado. Para deslizar entre corredeiras só é possível com ajuda de um bote de borracha especial, uma equipe bem instruída e um rio adequado, nem tão violento e nem tão calmo. O Rio Itajaí é o grande reduto do rafting.
Em Apiúna, a 65 quilômetros de Blumenau, a Ativa Rafting é referência nacional nesta modalidade. Perto dali, em Ibirama, outras duas empresas – Rafting Açu e Ibirama Rafting – também são garantias de uma aventura segura, com acompanhamento de instrutores especializados. Todas oferecem diferentes graus de dificuldade. Para quem nunca entrou num bote, a modalidade ‘‘iniciante’’ é ideal. Já para quem tem algum experiência, a modalidade ‘‘radical’’ será inesquecível. A dica para o rafting é usar roupas resistentes (bermuda, camiseta e tênis), pois o contato com as pedras é quase sempre comum.
Ainda no ritmo de aventura radical, o prazer continua com o cannyoning e o rappel. A Serra do Mar propicia incontáveis locais para a prática. O Vale da Cachoeira, repartido entre os municípios de Presidente Getúlio, José Boiteux, Vitor Meirelles, Witmarsum e Dona Emma, no Alto Vale do Itajaí, é uma das boas opções existentes no Estado.
Situado a 80 quilômetros de Blumenau, o local tem mais de 150 cachoeiras e uma natureza bem preservada. Outras opções são as 14 cachoeiras de Corupá, no Norte de Santa Catarina, e os cânions dos Aparados da Serra, na divisa com o Rio Grande do Sul, que podem ser escalados a partir da localidade de Praia Grande.
Um pouco menos radical, mas também muito belo, é o passeio pela Caverna de Botuverá, a 22 quilômetros de Brusque. São grandes galerias que parecem catedrais, estalactites e outras formações rochosas de milhares de anos que atraem visitantes do mundo inteiro para o mais interessante reduto espeleológico de Santa Catarina. A parte explorada até agora tem 400 metros de extensão, quatro grandes galerias e várias outras ‘‘salas’’ menores, todas repletas de espeleotemas curiosos e raros como as ‘‘flores de aragonita’’, só existentes em duas outras cavernas brasileiras.
As ‘‘flores de aragonita’’ são formadas pelo vapor quente que vem do solo, impedindo que os pingos d‘água caiam no chão. Eles se solidificam em volta das estalactites, parecendo corais. O fenômeno atrai estudiosos e turistas do mundo inteiro, principalmente japoneses, que se deslumbram também com as imensas colunas formadas pelo lento gotejar do teto úmido, século após século.
Para formar apenas um centímetro cúbico de estalactite, a natureza precisa de um século inteiro, e as imensas colunas da Caverna de Botuverá, que chegam a medir 10, 15 e até 20 metros, atestam a antiguidade e o valor inestimável da principal caverna catarinense.

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