Um roteiro de aventura e beleza
Cleide Cavalcante
Agência Estado
Localizada no Oceano Pacífico, a Nova Zelândia é um destino turístico pouco explorado pelos brasileiros. Uma pena. Enfrentar a distância, são quase 20 horas de vôo e 15 horas de diferença no fuso horário, é, sem dúvida, recompensador. Com paisagens singulares lagos, rios, montanhas, neve e vulcões , o país oferece atrações surpreendentes para os estrangeiros.
A geografia da Nova Zelândia apresenta grandes contrastes. De um lado, por exemplo, estão os lagos borbulhantes perto do monte Tarawera, e do outro, na ilha Sul, o pico nevado monte Hutt. E justamente esta disparidade de relevos é que favorece a prática de esportes radicais, como o bungee jumping, paragliding, canoagem, mergulho, escaladas, snowboard, esqui (de maio a outubro), etc.
Aliás, um dos melhores lugares para se praticar o esqui é na ilha Sul, no complexo de esqui do monte Hutt, que oferece aos visitantes menos treinados uma série de escolas de esqui. É possível optar entre aulas particulares ou em grupo, do iniciante ao avançado. Outro lugar bem procurado pelos esquiadores é a pista do Pico Coronet.
Tão contrastante quanto a geografia é o berço cultural da Nova Zelândia. Os primeiros habitantes da ilha foram os nativos polinésios maoris. Apesar de ter sido descoberta por um holandês, Abel Janszoon Tasman, em 1642, foi colonizada por ingleses, levados pelo famoso capitão James Cook. Atualmente esta mistura é mais ou menos dividida assim: enquanto o modelo arquitetônico do país é dominado pelo estilo britânico, o nome das ruas é em idioma maori.
Atualmente, em seus 8.676 quilômetros quadrados vivem mais de três milhões de habitantes e muitas, muitas ovelhas. Um exemplo desta superpopulação de ovelhas são os shows da cidade de Rotorua, na ilha do Norte. Lá as ovelhas são até treinadas para os espetáculos. Também em Queenstown, situada entre o lago Wakatipu e montanhas com picos nevados, na ilha do Sul, as ovelhas são maioria. Muitos fazendeiros preparam demonstrações aos turistas para mostrar como os cães ajudam a conduzir ovelhas. E aí você se sente numa das cenas de Babe, O Porquinho.





