Um retrato da colonização
Vieram os primeiros 17 imigrantes. Depois, as mulheres com enxada à mão, e atrás delas, os carros de boi e charretes puxados pelos colonos. A cena datada de 2 de setembro de 1850, protagonizada pelo alemão Hermann Bruno Otto Blumenau, é lembrada no desfile oficial da 22 Oktoberfest, previsto para hoje à noite, a partir das 19h, e no próximo sábado à tarde, a partir das 16h, no centro da cidade.
Mas a seriedade da história da colonização é logo desfeita pela alegria de 150 crianças, dois mil integrantes e 89 grupos folclóricos que invadem a pista da Rua XV de Novembro, no centro da cidade, dançando e cantando.
O sorriso estampado nos lábios mostra bem como os descendentes de alemães de empresários, jornalistas, hoteleiros a simples atendentes em lojas conservam a tradição trazida pelos colonizadores.
Enquanto os homens usam lederhosens (calças curtas de couro presas com tirantes) e as mulheres, belas saias coloridas, blusas brancas e tiaras com muitas flores. Passos e ritmos bem marcados encantam os turistas que se avolumam ao longo de toda a rua para não perder nada.
Cantando e erguendo seus canecos de chope 30 homens pilotam em curvas a Centopéia, uma bicicleta gigante com 33 metros de comprimento. Atrás da clássica Centopéia também se apresentaram a Planetapéia, a Vikingpéia, a Fuscopteropéia, Locopéia, Garotapéia, Trenopéia, Alfapéia e a Bondepéia.
O clima lúdico da Oktoberfest não pára por aí. Ao todo são 14 carros alegóricos e outros 14 com tração animal. Até os bebês participam da festa em carrinhos de madeira decorados com flores e puxados pelos pais.
Os blumenauenses são pura animação. Desfilam gritando alegremente ''Ihh, Ihh, Uhh'' mostrando passos e ritmos folclóricos alemães praticados nos clubes de caça e tiro e em suas sociedades.
Não faltaram ao desfile grupos como o Volkstanzgruppe Grunes Tal, Freheitstanzgruppe, Badenfurt e Kreuz D. Suden. Mas para os turistas nada como a distribuição gratuita de chope pelo Bierwagen (carro da cerveja). (G.K.)





