Um pouco de arte no microcosmo da prisão
O ator e diretor Alexandre Mendes procura aproveitar na Oficina de Máscaras da PEL os potenciais de cada integrante do projeto e valorizar os elementos da cultura pessoal adquiridos anteriormente à reclusão. Essas pessoas têm potencial que não foi explorado no desenvolvimento social e familiar. O potencial acabou sendo utilizado no mundo ilícito, avalia. Ele constata que ainda há muita resistência em se fazer teatro na penitenciária. Alexandre Mendes acredita que pelo teatro é possível reconhecer vocações, que podem germinar quando conquistarem a liberdade. Mesmo em diminutos 30 minutos de peça, é tempo suficiente para provocar reflexão em quem assiste e nos atores.
A PEL oferece um pacote de recreação em que constam música, karaokê, dramatizações e artesanato. O teatro como elemento de inserção social, de releitura do mundo simbólico e re-construção da identidade promove a auto-estima do interno, segundo a psicóloga da Penitenciária Estadual de Londrina, Lilian Chanquini Fernandes. Com o trabalho cultural, o interno aprende que pode ser algo a mais, do que quando faz um trabalho braçal, assinala a psicóloga. Nesse microcosmo, eles tentam encontrar possibilidades no impossível.





