Para o professor de arte Fernando Bini, a história dos coletivos tem origem na década de 80. Antes disso, os movimentos artísticos se resumiam a grupos que se reuniam em torno de um mesmo ideal, mas com trabalhos distintos, ou antes ainda, em torno de um mestre e um aprendiz. Com a proliferação de movimentos que tinham como objetivo comum romper a barreira das paredes de um museu, e mostrar os trabalhos em lugares públicos e abertos, começaram a surgir as primeiras ideias de um coletivo. Movimentos que tiveram berço na periferia, como o hip hop ou street dance, também aparecem dentro dessa premissa.
Atualmente, no entanto, os coletivos ''são formados por pessoas que se conheceram na universidade, tem questionamentos e ideais em comum, além de um trabalho mais intelectualizado'', comenta Bini. Sobre o Interluz, ele ressalta ainda que o grupo traz a ideia de festa em seus eventos, o que é uma outra característica desse movimento. Para explicar o conceito dos coletivos, ele ressalta que não se trata de um grupo que reúne ideias distintas, simplesmente, mas que as discute em torno de um objetivo - ou produto - em comum. Um por todos e todos por um? Os Três Mosqueteiros iam gostar de saber que a máxima, agora, é moda. (K.M.)

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