Um poeta bem lembrado
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sábado, 10 de agosto de 2002
Agência Efe 
Santiago do Chile - O Governo chileno formou, na sexta-feira, uma comissão especial encarregada de organizar uma série de iniciativas para celebrar, em 2004, o centenário de nascimento do poeta Pablo Neruda.
Trata-se de valorizar o legado que Pablo Neruda (1904-1973) deixou para o Chile e para o mundo, disseram fontes oficiais ao explicar o objetivo da comissão, que é presidida por Javier Luis EgaÀa, diretor de Comunicação e Cultura do governo.
A constituição da comissão foi liderada em La Moneda pelo presidente chileno, Ricardo Lagos, que ressaltou que o poeta ''é uma das melhores cartas de apresentação que o Chile tem''.
''Esta comemoração nos leva a refletir como Neruda continua vivo entre nós. A comissão nasce para lembrar Neruda e seu legado'', acrescentou Lagos.
Junto com EgaÀa, integram a comissão Juan Agustín Figueroa, presidente da Fundação Neruda; o reitor da Universidade do Chile, Luis Riveros; Claudio diz Girólamo, diretor de Cultura do Ministério da Educação, e Clara Budnick, diretora de Bibliotecas, Arquivos e Museus, entre outras personalidades.
Segundo explicaram seus responsáveis, a comissão planejará e desenvolverá uma série de iniciativas, no Chile e no exterior, para divulgar e perpetuar a obra e os aspectos mais importantes da vida e da personalidade do criador de ''Canto General'' e ''Veinte Poemas de Amor e Una Canción Desesperada'', entre muitas outras obras.
Pablo Neruda, nasceu em Parral, no dia 12 de julho de 1904, e morreu em Santiago em 23 de setembro de 1973. Considerado um dos maiores poetas do Século XX, obteve em 1945 o Prêmio Nacional de Literatura e em 1971 o Prêmio Nobel.
Além de poeta, foi político e diplomata, senador pelo Partido Comunista nos anos 40, cônsul do Chile em Barcelona nos anos 30 e embaixador na França durante o Governo de Salvador Allende.


