Cada peroba cai criando o culto
a seu sacrifício e a seu destino:
ser memória na boca dos adultos
ser história aos olhos dos meninos
Plantam então perobas em quintais
e tombam casas como patrimônio
procuram no passado novos sonhos
e velhas tulhas tornam-se design
Peroba-rosa da terra-vermelha
multiplicando-se em ressurreição
torna-se mártir deste evangelho
de acreditar em gente e evolução
plantando o novo e recriando o velho

Extraído do livro ''Peroba-Rosa, A Rainha-Criança'', de Domingos Pellegrini, que será publicado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura - Promic.

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