Planejado com esmero e acompanhado do tema "A música ocupa a cidade", o 46ª Festival Internacional de Música de Londrina será realizado a partir de sexta-feira (10) a 19 de julho e se propõe a preencher espaços com música de modo abrangente. De concertos às apresentações intimistas, nesta edição a música estará presente em salas de aula, praças públicas, teatros, bares e a cidade será tomada por uma intensa programação musical e formativa.

Durante coletiva à imprensa na manhã desta quarta-feira (8), a diretora geral e pedagógica de Magali Kleber, o diretor artística de Eduardo Assad Sahão e o Secretário de Cultura Marcão Kareca adiantaram o que vem pela frente. Com autenticidade, o festival irá oferecer 10 dias de programação incluindo grandes nomes da cena nacional e internacional, 47 cursos ministrados por 42 professores brasileiros e estrangeiros, oficinas, residências artístico-pedagógicas e dezenas de apresentações distribuídas por diferentes espaços de Londrina e da região.

Para o diretor artístico Eduardo Assad Sahão, a abrangência do evento representa a essência da edição. "Quando a música sai do teatro e ocupa a praça, o bar, a rua, ela deixa de ser espetáculo e vira convivência. É isso que buscamos nesta edição: transformar Londrina, por dez dias, em um grande palco vivo, onde qualquer esquina pode se tornar o lugar de um encontro musical inesquecível."

MÚSICA NO AR

A abertura oficial será na sexta-feira (10), às 20 horas, no Teatro Ouro Verde com a Banda Mantiqueira. O Teatro Ouro Verde permanece como palco principal da programação artística, juntamente com a AML Cultural e o Teatro Crystal, que volta à programação como um relevante espaço de apresentações. A programação segue com o concerto comemorativo dos 50 anos do Clube do Choro, apresentação da pianista Teresa Madeira com o espetáculo Piano Brasileiro, o encontro entre Mônica Salmaso e André Mehmari em homenagem a Milton Nascimento, a Orquestra Sinfônica do Paraná com regência de Roberto Tibiriçá, entre outros.

Eduardo Sahão, Magali Kleber e Marcão Kareca na entrevista coletiva do Festival Internacional de Músca de Londrina
Eduardo Sahão, Magali Kleber e Marcão Kareca na entrevista coletiva do Festival Internacional de Músca de Londrina | Foto: Fábio Alcover/ FIML/Divulgação

O encerramento está agendado para a manhã do domingo, dia 19, com a Orquestra Brasileira de Projetos Sociais, formada por músicos provenientes de mais de 20 projetos sociais e orquestras de diferentes regiões do país, simbolizando o compromisso do festival com a formação e a inclusão.

O 46º FIML é uma promoção do Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Londrina, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Associação de Amigos do Festival de Música de Londrina, e chega à 46ª edição consolidado como um dos mais importantes e longevos festivais de música do Brasil.

FORMAÇÃO MUSICAL PARA TODOS

Reconhecido historicamente pela excelência pedagógica, o FIML oferece nesta edição 47 cursos abrangendo instrumentos, canto, prática de conjunto, regência, composição, música popular e música de concerto. O Secretário de Cultura Marcão Kareca enfatizou o caráter social do festival e o papel transformador da música neste processo na formação de estudantes, assim como para aqueles em situação de vulnerabilide e que dispõe dos contraturnos escolares e suas propostas.

Entre os destaques desta edição, está o fortalecimento da formação vocal. Além dos tradicionais Coros Adulto e Infanto-juvenil, o festival recebe a maestrina colombiana Yuli Gaitan, responsável pelo curso Canto Possível para Todos, voltado ao desenvolvimento técnico da voz, prática coral e cuidados com a saúde vocal.

A diretora geral e pedagógica Magali Kleber explica que a proposta parte do princípio de que toda pessoa pode desenvolver sua expressão vocal respeitando suas características individuais e a programação contempla oficinas voltadas à produção de trilhas sonoras para cinema e televisão e formações destinadas a professores, monitores e equipes de projetos sociais, abordando metodologias de ensino coletivo, iniciação musical, prática orquestral e gestão pedagógica.

INOVAÇÃO NO FESTIVAL

A principal inovação da 46ª edição é a criação das Residências Artístico-pedagógicas, modalidade que amplia o conceito tradicional dos cursos oferecidos pelo festival. As residências unem aprendizado, prática artística e experiências imersivas, permitindo aos participantes acompanhar processos criativos, desenvolver repertórios e aprofundar conhecimentos ao lado dos professores convidados. A iniciativa contempla áreas como Choro, Samba, Piano Brasileiro Contemporâneo e uma oficina especial dedicada aos 100 anos de Moacir Santos, um dos maiores compositores e multi-instrumentistas da música brasileira.

RECONHECIMENTO NACIONAL

A Associação de Amigos do Festival Internacional de Música de Londrina, entidade promotora do evento foi reconhecida pelo Ministério da Cultura como Pontão de Cultura, passando a integrar oficialmente a Política Nacional Cultura Viva. A certificação fortalece a atuação do festival como articulador de redes culturais e amplia as possibilidades de intercâmbio, formação e desenvolvimento de projetos junto aos Pontos de Cultura em todo o país. "Esse reconhecimento coloca Londrina na rota das cidades que desenvolvem projetos inclusivos, projetos culturais e artísticos comprometidos com a inclusão e a acessibilidade", conclui Kleber.

SERVIÇO

46º Festival Internacional de Música de Londrina (FIML)

Data: 10 a 19 de julho

Ingressos: Sympla

R$ 50 a R$ 70; meia-entrada de R$ 25 a R$ 35

Inscrições para cursos – até 8 de julho: http://www.fiml.art.br

Valores: De R$ 50 a R$ 90

Mais informações no site do 46º Festival Internacional de Música de Londrina

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