NOVA PETRÓPOLIS - Willkommen, deseja em alemão a placa de madeira pendurada logo na entrada do Parque Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis, município da Serra Gaúcha. O turista que a lê, imaginando que em português ela lhe dê as boas-vindas, já começa a ter a dimensão do que significa a imigração alemã para essa cidade de cerca de 17 mil habitantes. Com mais de dez hectares de vegetação nativa, o parque inaugurado em 1985 é a síntese dessa influência e foi projetado para concentrar em um único espaço todas as características da cidade, colonizada predominantemente por alemães desde 1858.
Dentro do parque, há dez anos a Aldeia Histórica Alemã simula o cotidiano de uma aldeia de imigrantes, apresentando nove construções originais do interior do município. Feitas entre 1875 e 1910, as casas puderam ser deslocadas até o parque graças à técnica de construção conhecida como enxaimel, em que os imigrantes alemães não usavam pregos, mas apenas encaixes. ''Foram tiradas fotos de vários ângulos das construções, para permitir que fossem remontadas respeitando o original'', conta Heloísa Kny, funcionária da Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio de Nova Petrópolis.
Na aldeia estão a igreja, a casa do ferreiro, a casa do professor e o salão de baile, onde as famosas cucas alemãs com recheio de banana, uva, morango, coco, chocolate, abacaxi e maçã podem ser provadas inteiras. A aldeia também abriga o Museu Histórico Municipal de Nova Petrópolis, que expõe ferramentas, armas, máquinas de costura, roupas, fotos, lampiões e outras peças doadas pelos descendentes dos imigrantes.
Próxima ao parque fica a Praça da República, que, graças à grande diversidade de flora, ficou popularmente conhecida como Praça das Flores. É por causa dela, e da grande quantidade de locais floridos espalhados por suas ruas, que Nova Petrópolis é conhecida como o Jardim da Serra Gaúcha. Na praça existe o Labirinto Verde, que, feito de uma cerca de cipestres, desafia adultos e crianças a chegar ao centro e depois encontrar o caminho de volta.
Um contato ainda maior com a natureza ocorre na Linha Imperial, a um quilômetro da Rodovia RS-235, onde se localiza o pinheiro multissecular ou imperial. Depois de atravessar uma passarela de tábuas de madeira dentro de uma mata nativa, o visitante se surpreende com os 45 metros de altura da árvore de mil anos, cujas raízes fincadas no solo lembram uma pata gigante de elefante. Para abraçá-lo, são necessárias sete pessoas de mãos dadas.
Para quem quiser ter uma visão panorâmica das belezas da cidade, a melhor opção é o Ninho das Águias, que fica a 720 metros de altura. Com acesso pela BR-116 e a quatro quilômetros do centro da cidade, o local tem três rampas de vôo livre com uma paisagem deslumbrante do Vale do Rio Caí e da cidade de Caxias do Sul. (L.B.)

SERVIÇO
Parque Aldeia do Imigrante: Avenida 15 de Novembro, 1.966. Tels.: (0--54) 281-1222 e 281-1254. Aberto diariamente, das 8 às 20 horas.
Ninho das Águias: aberto de março a outubro, das 8 às 18 horas, e de novembro a dezembro, das 8 às 20 horas.

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