Pouco antes da entrada do Parque Nacional do Iguaçu fica o Parque das Aves. É um belo passeio para quem quer conhecer mais sobre a fauna: estão ali espécies de todo o mundo. Quem convida a entrar são três avestruzes. Um macho e duas fêmeas habitam um cercado que avança para fora do parque. Ali, reproduz-se o ambiente que esse animal – a maior ave do mundo – encontraria na África, seu verdadeiro habitat.
  O grande diferencial desse zoológico especializado é o ambiente. Há poucos animais confinados. Na maioria dos espaços, eles ficam soltos e interagem com os visitantes, que passeiam no meio de espécies coloridas e exóticas. É assim já no primeiro espaço visitado pelo turista: cardeais, canários-da-terra, azulões, sabiás, sanhaços e tiés voam livremente como se estivessem na mata, sem se importar com a presença humana.
  Algumas aves, porém, precisam de privacidade na época da reprodução. É o caso de lóris, periquitos, jandaias e ararinhas que são colocados, sempre em casais, em viveiros menores, que obedecem a especificações do Ibama.
  Em seguida, encontra-se o setor dos papagaios, das araras e das cacatuas. Ficam em viveiros individuais para que se reproduzam. Até a chamativa arara-azul, ameaçada de extinção, pode ser vista exibindo sua beleza por ali.
  As próximas aves são as emas. Cuidado! Elas são curiosas costumam chegar perto dos grupos de visitantes para abocanhar pequenos objetos que eles estejam segurando (como filmes e até as próprias máquinas fotográficas).
  Os dóceis flamingos podem ser vistos nadando no cercado seguinte. Há um fato inusitado sobre eles. Alguns espelhos foram colocados no viveiro para que os flamingos voltassem a se reproduzir. Os objetos serviram para ‘‘enganá-los’’ dando a impressão de que havia mais animais no local. Isso aguçou neles o medo da competição e despertou o interesse na reprodutibilidade. Também ficam por ali os grous e os grous-coroados.
  Mais à frente, começa uma trilha pavimentada de aproximadamente mil metros, cercada por 17 hectares de mata nativa – quatro deles abrigam as espécies e o restante é destinado à preservação da floresta subtropical úmida. Num grande viveiro com 640 metros quadrados e oito metros de altura, vivem tucanos, araçaris, gralhas, jandaias, macucos, perdizes, jacus, mutuns e outros.
  A idéia é reproduzir nesse espaço o ecossistema do Parque Nacional do Iguaçu, onde estão localizadas as cataratas. Alguns animais podem estar camuflados na vegetação: passeie com calma para observar os detalhes.
  Para quem nunca esteve no Pantanal, uma surpresa – um dos ambientes do parque reproduz aquele ambiente. O visitante atravessa uma ponte rústica e pode observar tucanos voando (com sorte, um chegará bem pertinho para posar para uma foto), garças saracuras, marrecos e guarás-rubras. Nos tanques de água, cágados e tartarugas nadam tranqüilamente.
  Até alguns répteis têm lugar reservado no parque. Embora o zôo privilegie as aves, jibóias e jacarés receberam um pequeno espaço para morar. Não há telas nem vidros entre os animais e os visitantes. O parque reproduz o habitat desses animais para que eles fiquem à vontade enquanto os turistas matam sua curiosidade. No tanque dos jacarés, uma família de sagüis vive numa ilhota construída especialmente para ela.
  Como os tucanos são aves que dificilmente se reproduzem em cativeiro, o Parque das Aves criou um setor de reprodução. De outubro a fevereiro, há bebês nos ninhos. Graças a uma microcâmera – para auxiliar os biólogos da instituição nas pesquisas –, um monitor instalado próximo aos viveiros permite conferir os cuidados que os pais têm com os filhotes.
  Outro espaço imperdível é o borboletário. Vivem ali 25 espécies de borboletas e alguns beija-flores, que voam entre os visitantes com naturalidade. Ambos apreciam o néctar das flores, por isso há muitas delas compondo o ambiente. No berçário, lagartas esperam o momento de se transformar em borboletas. Enquanto isso, os beija-flores podem ser vistos planando em frente às flores ou passando em vôos velozes (as asas batem até 70 vezes por segundo).
  Já no trecho final da visita, um viveiro para reabilitar aves apreendidas no tráfico ou que apresentam algum defeito físico. A maioria delas são araras que voam animadamente em todas as direções, sem se incomodar com os visitantes. É possível tirar boas fotos em close, mas não tente pegá-las: podem se tornar agressivas.
  Deixe para tocar os animais dóceis (criados em cativeiro) que ficam expostos na etapa final do passeio. Ali, há monitores especializados que vão ajudá-lo a se aproximar das aves com segurança.

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