Cleide Cavalcante
Agência Estado
Um lugar que parece ter sido projetado para servir como cenário para alguma locação de Hollywood. Ou um daqueles locais idealizados para a realização de fantasias paradisíacas dos sonhos de todo turista aventureiro. Nada disso. As Ilhas Seychelles existem mesmo. Pode estar longe do Brasil, mas vale muito à pena programar uma viagem para este arquipélago. É mesmo um sonho, sem qualquer exagero.
Um mar transparente é o primeiro convite ao deleite neste arquipélago, formado por 115 ilhas, localizado entre a África e a Ásia, e que engloba apenas cerca de 500 quilômetros quadrados de área, no Oceano Índico. O número de turistas brasileiros que visita o lugar ainda é baixo, pelo menos 200 por ano. As autoridades de turismo seichelenses esperam aumentar este número nos próximos anos.
Os seichelenses são amistosos e receptivos. E, melhor, gostam muito dos brasileiros e do futebol. São descendentes de escravos africanos, indianos, europeus, chineses e árabes. Seychelles esteve sob o domínio da França no século 18, pertenceu ao Império Britânico no século 19, e só declarou independência em 1976. O povo tem uma boa condição de vida, não faltam empregos e o salário mínimo é de aproximadamente US$ 400.
A cultura crioula exerceu forte influência na gastronomia e nas tradições. O mês de outubro é extremamente animado, há vários festivais de folclore com danças típicas – como a sega –, de música, poesia, teatro e culinária.
Alguns lugares não podem ser esquecidos durante a viagem. Partindo de Vitória, são eles Mahé, Praslin e La Digue. Esta última é uma ilha pequena e charmosa. Mahé é o endereço da maioria dos programas turísticos, é de onde partem passeios para as ilhas mais bonitas do arquipélago, com praias fantásticas. Tamanha beleza, serviu como locação para filmes como ‘‘A Volta da Lagoa Azul’’, ‘‘Piratas’’ e ‘‘Robinson Cruso钒, rodados na praia de Source d’Argent.
No terceiro menor país do mundo, a estrutura turística ainda não é das mais sofisticadas, mas, afinal, o que interessa quando se está no paraíso? Na verdade, até existe esta preocupação por parte do governo, que está investindo na infra-estrutura turística e dando apoio a novos grupos de empresas que desejam investir em melhorias neste sentido. Mas, claro, tudo deverá ser feito respeitando os dotes naturais da região.
Reservas naturais e áreas de proteção ambiental somam cerca de 45% do território, que atingem 1,3 milhão de quilômetros quadrados, contanto a zona marítima.
E as regras para a preservação da natureza são antigas, há pelo menos 200 anos foram criadas as primeiras leis, que também valem para a proteção aos animais, como a tartaruga gigante – que chega a medir 1,5 metro de comprimento e pesar 500 quilos.
Quem desejar fazer um tour interessante, pode ir até a Ilha Cousin, uma reserva natural criada por Robbie Bresson, há quase 30 anos. Lá pode-se ver algumas espécies ameaçadas de extinção, entre outras mais comuns. No local, há guias que explicam tudo sobre os animais e a região. Alguns passeios também passam pela Ilha Curieuse.
Outra parada interessante é no Vale de Mai, com menos de 50 hectares, é o menor patrimônio natural da humanidade, enfeitado por palmeiras gigantes. Florestas com árvores gigantescas deixam os turistas extasiados. É aqui que fica a árvore mais conhecida de Seychelles, o coco-do-mar, que pode viver mais de 400 anos. É uma espécie curiosa (foi declarada patrimônio da humanidade pela Unesco), demora 25 anos para dar o primeiro fruto, três para que ele possa germinar e mais sete para que ele amadureça. Todo esse tempo, dizem os nativos, produz excelentes resultados. Com a fruta eles fabricam o licor coco-do-amor, que, garantem, ser altamente afrodisíaco.O mar transparente é o primeiro convite ao deleite neste arquipélago, formado por 115 ilhas, localizado entre a África e a Ásia
ReproduçãoBELEZA La Digue, ilha pequena e charmosa, é parada obrigatória no roteiro pelo arquipélago onde não faltam praias maravilhosas

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