Um país de muitas belezas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de dezembro de 1996
Cleide Cavalcante Agência Estado 
Muitos turistas estão programando viagens para a Austrália, mais precisamente para Sidney, que sediará a Olimpíada do ano 2000. Há muitas atrações para se curtir. A região agrada tanto a turistas que buscam o tradicional quanto os mais chegados aos passeios exóticos. Mas o país tem muitas outras atrações. São 17 horas de avião que compensam cada minuto. O turista vai concordar com isso logo ao desembarcar, com um fuso horário de 13 horas de diferença.
O aeroporto fica a apenas 20 minutos da região central de Sidney, ponto de partida para a maioria dos roteiros turísticos. Os brasileiros sentem-se meio em casa na Austrália com a descontração e simpatia das pessoas. O clima também é bem parecido com o nosso, e as estações do ano coincidem. A profusão de passeios atende à todos os tipos de turistas. Surfar, mergulhar, escalar, caminhar entre exótica vegetação ou nas areias dos desertos são algumas opções.
A Austrália é exemplo de organização, beleza e suntuosidade. Também é extremamente eclética. Pelas ruas, sempre muito limpas, circulam todo o tipo de gente, descolados, executivos e surfistas se misturam à turistas de toda a parte do mundo, a maioria do Japão e Europa. Mas, é cada um na sua, os australianos são tão simpáticos e descontraídos que não se importam ou censuram uns aos outros, e menos ainda os turistas. É muito fácil fazer amigos lá.
O país tem quase o mesmo tamanho do Brasil, e latitude idêntica. O turismo é sua principal atividade e a população vive bem. A inflação é baixa, não chega aos 10%, o salário mínimo está em torno de 1.500 reais por mês. A Austrália é um país rico: 90% da população pertencem à classe média.
Praias belíssimas Sidney é a maior e mais antiga cidade do país. A sede dos Jogos Olímpicos do ano 2000 encanta os visitantes. São 80 quilômetros de costa banhada pelo Pacífico, com praias belíssimas. O difícil é escolher onde estender a esteira, tantas são as opções. Nas praias não tem vendedor de picolé, cachorro-quente ou coisas do tipo. Mas, não estranhe se algum rapaz encorpado se oferecer para passar bronzeador no seu corpo em troca de algum dinheiro. Sem terceiras intenções, são profissionais que ganham a vida assim.
Entre os cartões-postais de Sidney está a Opera House, o melhor lugar para assistir a um concerto, ou apenas passar para um café. Tem ainda a Sydney Tower, com 325 metros de altura e o Queen Victoria Building - um antigo mercado onde funciona hoje um luxuoso shopping center.
O Kings Cross ferve à noite. No bairro há uma infinidade de boates de strip-tease, com prostitutas belas, ou nem tanto. Sidney é considerada também a segunda capital gay do mundo, perdendo apenas para São Francisco. O Gay & Lesbian Mardi Gras, é o mais concorrido festival da cidade. Milhares de pessoas de toda a parte, se encontram em lá fevereiro para participar do evento. O que confirma que os australianos realmente não são preconceituosos.
Outra coisa legal é a variedade gastronômica. Você pode almoçar um hambúrguer e jantar um requintado prato francês. Pode ser também um sushi ou mesmo um kafta. Também é possível degustar um bom prato à base de canguru. Isso sem contar o vinho, grande orgulho dos australianos. Ótimos!
Leia mais sobre a Austrália na página 4


