Foto de Gina Mardones, feita no Senegal, recebeu menção honrosa em concurso de promove imagens criadas através de registro móvel
Foto de Gina Mardones, feita no Senegal, recebeu menção honrosa em concurso de promove imagens criadas através de registro móvel | Foto: Gina Mardones



A repórter fotográfica da Folha de Londrina, Gina Mardones, acaba de receber uma menção honrosa no concurso internacional "6th Mobile Photography Awards (MPA)", na categoria retrato. Iniciado em 2011, os MPA reconhece o talento e imagens das comunidades de fotografia e arte móvel pelo mundo. Juntamente com a competição anual, que ocorre entre os meses de outubro a dezembro, o concurso também produz exposições temáticas com chamadas internacionais abertas durante o ano.

Ao longo de cinco anos, o concurso evoluiu para o maior evento anual do mundo do seu tipo, aberto a todos os tipos de aparelhos celulares e tablets. O MPA possui 20 categorias de fotos; cada imagem inserida pode ser colocada em até duas categorias. Todos os vencedores de categorias recebem pacotes de prêmios MPA e estão incluídos no exclusivo Tour de Exibição de MPA, com mais oportunidades para vendas de arte.

As exposições MPA, de acordo com a organização do evento, são um recurso para as imagens vencedoras da competição anual e são escolhidos de milhares por um júri de vinte profissionais de fotografia, jornalistas, professores, artistas e líderes da fotografia, fotografia móvel e mundos de arte.

O concurso oferece aos fotógrafos e artistas, portanto, oportunidades para exposições, visitas a galerias abertas, vendas de arte e prêmios em dinheiro anuais. São distribuídos quase US$ 60 mil diretamente a artistas e fotógrafos por meio de prêmios em dinheiro e vendas de obras de arte.

Gina Mardones:" Essa foto é uma das minhas preferidas da viagem, a fiz de dentro do carro, sem o garoto perceber. É uma imagem genuína, na composição e no momento"
Gina Mardones:" Essa foto é uma das minhas preferidas da viagem, a fiz de dentro do carro, sem o garoto perceber. É uma imagem genuína, na composição e no momento" | Foto: Ricardo Chicarelli



Outros prêmios
Em 2015, Gina Mardones foi uma das cinco vencedoras de outro concurso internacional, o #EachDayISee, promovido pela ONU via Banco Mundial na rede social Instagram. A ação selecionou 1,4 mil fotos participantes. Destes, apenas 20 chegaram à final. Os vencedores tiveram a exibição da foto na sede do Banco Mundial, em Washington, além da publicação em livro editado pelo próprio Banco.

A seguir, a fotografa fala sobre seu trabalho à Folha 2.

Como você vê o advento da fotografia móvel pelo mundo?
Acho fantástico. O celular não só democratizou a fotografia em si, como também democratizou o olhar fotográfico. Muitos profissionais da área criticam o advento pelo fato de que "agora qualquer um pode ser fotógrafo". Na minha opinião, isso é incrível, primeiro porque o celular trouxe a possibilidade de descobrir novos talentos e, segundo, porque, justamente por conta desse 'boom' de "fotógrafos", nós profissionais precisamos nos reinventar e adaptar a técnica e o olhar para um pequeno aparelho que, em termos técnicos, é muito mais limitado que uma câmera profissional.

Qual o significado em receber um prêmio de concorrência internacional?
Não foi bem um prêmio, foi uma menção honrosa, mas que para mim soa como um grande prêmio por se tratar de um concurso internacional e, principalmente, pela qualidade dos trabalhos inscritos. Basta dar uma olhada no nível dos trabalhos. Eu fico muito feliz em ter conseguido atrair a atenção de um júri tão seleto meio a uma quantidade de imagens incríveis.

O que esta imagem representa para você emocionalmente e tecnicamente?
Emocionalmente significa muita coisa: eu estava no Senegal, uma realidade totalmente diferente da nossa. E, justamente por ser tão diferente, é que eu tive que me desapegar de certas coisas e me entregar ao meio. Explico: os senegaleses não gostam que tirem fotos deles, ficam irritados, mesmo entre algumas crianças. Isso é cultural. Então tive que deixar minha câmera de lado e adaptar meu olhar para o celular. Com o aparelho, consegui fazer muitas imagens que com a câmera eu jamais conseguiria. Esta foto, então, representa a reinvenção do meu olhar e o poder que a discrição tem em algumas situações. Tecnicamente também tive reaprender, pois o celular tem funções muito mais limitadas que uma câmera profissional, principalmente em algumas condições de luz. Mas aprendi na marra. Amo esta foto, é uma das minhas preferidas da viagem. A fiz de dentro do carro, sem o garoto perceber. É uma imagem genuína, na composição, no momento. É exatamente como se apresenta.

Serviço:
As fotos do concurso podem ser conferidas aqui.

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