Um olhar pela cidade
- Exercitar o olhar sobre as casas, ruas, é uma tarefa inusitada. O estilo da divisão dos cômodos da casa, os utensílios domésticos, as refeições. Tudo é insólito para os moldes ocidentais. O café tem outro gosto, o pão é achatado como uma pizza, mas tem um gosto delicioso. Comer pistache in natura é uma mania entre os árabes. Pepino, tomate, pimentão, cebola e berinjela estão entre os mais mais na preferência nacional. Os temperos são fortes e regados a muito azeite. As refeições são acompanhadas por um iogurte natural de sabor ótimo. Carne, só mesmo de carneiro e cabrito. Os rebanhos de bovinos são pouco numerosos devido à escassez de vegetação apropriada. Já os caprinos e ovinos parecem ter se adaptado perfeitamente ao meio inóspito. Rebanhos inteiros desses animais atravessam o deserto e até mesmo as ruas da cidade.
- Tez morena. Estatura privilegiada. Fisionomia nobre. Talvez seja essa a melhor descrição para ao povo árabe. São pessoas atraentes, de personalidade forte. As adversidades naturais do meio ambiente parecem ser responsáveis pela beleza incomum desse povo. Verdes, amendoados, marrons. Qualquer que seja a cor, toda a atenção converge para os olhos, verdadeiros pontos de luz nas feições de homens e mulheres.
- A mulher tem quadris largos, sobrancelhas grossas e arqueadas. Pintam os olhos e realçam os longos cílios escuros. As unhas são compridas e estão sempre pintadas. Por baixo das vestes recatadas, são pura sensualidade, exibindo jóias suntuosas, anéis, braceletes e colares.
- O bigode está presente na face do homem árabe como um traço viril da personalidade masculina. Os modos são rudes e delicados ao mesmo tempo, numa simetria desconcertante. Altivos, orgulhosos, exibem o algodão e o linho das túnicas e turbantes como um modo de se protegerem do sol, do vento e do frio. A masculinidade exuberante não impede que se cumprimentem com beijos nas faces. Andar de mãos dadas é costumes entre os homens.





