Mais que uma simples admiração, a professora universitária da UEL Carolina dos Santos Bezerra Perez, fez do jongo também tema de seu mestrado. Natural de São Paulo - na época, era coordenadora pedagógica do Núcleo da Consciência Negra na USP - Carolina trabalhava diretamente com jovens negros. ''Eu percebia que quando a negrada se juntava, a auto-estima deles ia aumentando, pois fazíamos um trabalho de valorização desse grupo que constitui a herança cultural brasileira'', refletiu a professora, que participou da oficina de jongo acompanhada de seu marido e seus dois filhos.
Pesquisando sobre as dimensões do jongo, a docente encontrou identificação do ritmo com o processo de auto-aceitação dos afro-descendentes, incluindo a si mesma. Carolina permaneceu um período na comunidade Guaratinguetá, no bairro de Tamandaré, com o objetivo de completar sua dissertação. Entre as constatações, o fato de a maior riqueza do jongo ser cultural e não apenas material. ''Foi o maior aprendizado na minha vida, pois você vai buscar na prática onde a teoria não dá conta. No Paraná pode até existir algum grupo de jongo, mas não sabemos. Falta pesquisa, até porque ele tem outro nome em diferentes partes do país'', podenrou. (L.O.)

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