Dizem as más línguas de más testemunhas que Liam Gallagher, cantor do Oasis, já foi visto às 6h30 da manhã caminhando por Hampstead Heath com os filhos vestidos com uniformes escolares, a caminho da escola. A ovelha negra do rock inglês? Levando os filhos à escola? Soa inverossímil, não? ‘‘Mas é verdade. Antigamente, essa era a hora que eu chegava em casa, saindo de um pub. Gastava mais tempo bebendo do que com qualquer outra coisa. Agora, eu gasto meu tempo com meus filhos. E eles estão ótimos, obrigado por perguntar’’, confessou o próprio Liam, falando por telefone, de Londres.
  Nada mal para o encrenqueiro mais famoso do rock, o cara capaz de perder dentes em brigas de pub (perdeu os dois incisivos num bar em Munique, em 2002). Naquela noite, o baixista da banda, Andy Bell, recebeu a seguinte ligação: ‘‘Olá, Andy. Aqui é o seu contador e a razão pela qual eu estou te ligando é porque todo o resto da banda está na prisão’’.
  ‘‘Se os críticos não gostarem, que se f... Eu gosto. É esse o som do Oasis, é isso que o Oasis está fazendo e pensando no momento’’, vociferou Liam, numa tentativa de explicar qual é a sua postura filosófica diante do lançamento do sétimo e psicodélico disco de estúdio da banda, ‘‘Dig Out Your Soul’’ (Reprise Records/Sony Music). Produzido por Dave Sardy, o álbum que sucede ‘‘Don’t Believe the Truth’’ (2005) teve lançamento mundial no início do mês, e sua audição gratuita está disponível no MySpace.
  Além das canções de Liam e Noel Gallagher, o disco traz duas faixas dos outros integrantes da banda, ‘‘Nature of Reality’’ e ‘‘To be Where There’s Life’’. Há um sample da voz de John Lennon durante uma entrevista a uma rádio dois dias antes de sua morte. E as inspirações vêm de diferentes fontes – a faixa de abertura, ‘‘Bag it Up’’, por exemplo, tem como inspiração a canção ‘‘Baron Saturday’’, do grupo The Pretty Things, de 1968.
  A última turnê do Oasis terminou em março de 2006 – um dos últimos shows foi justamente aquele do estacionamento do Credicard Hall, no Brasil. Liam diz que já está nos planos da banda o retorno à América do Sul. ‘‘Estou sempre excitado com essa possibilidade, cara! Acho que iremos, sem dúvida. Meu negócio é cantar numa banda de rock. As pessoas gostam, eu gosto, a gente toca para quem gosta. O Brasil tem muita gente que gosta da gente’’, afirmou.

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