Um nobre fora do tom
Nascido em uma família nobre, Scelsi cresceu dentro das paredes de um imenso castelo. Mais tarde, começaria a compor seguindo os princípios vanguardistas do dodecafonismo e do atonalismo livre.
Em 1920, o músico deu início a uma série de viagens pelo Egito, Nepal e Tibet, entre outros, que modificariam definitivamente sua percepção musical. ''A música não pode existir sem o som. O som existe por si, sem a música. A música ocorre no tempo. O som é atemporal'', escreve o próprio Scelsi, em aspas do livro de André Siqueira.
O contato com a música 'não-ocidental' teve uma enorme influência para o jovem compositor, e que foi brutalmente desencadeada após um colapso mental nos anos de 1940. ''Foi uma ruptura em sua vida, e isso marca a mudança também na sua música'', explica Siqueira. Depois desse período, Scelsi afirmava receber, como um 'médium', a inspiração para suas composições. (R.C.)





