Um naco de modernidade
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de agosto de 1997
Jackeline Seglin Londrina 
Jackeline SeglinApesar do trânsito extremamente agitado, na maioria das vezes o pedestre é respeitado. A não ser que resolva atravessar em locais impróprios e sem a devida sinalizaçãoMadri está passando por uma restauração de edifícios antigos e muitos dos prédios turísticos estão com a fachada parcialmente comprometida, como é o caso do Palácio Real. Mesmo assim, em algumas parte do prédio é preservada à vista, para que o turista tenha pelo menos uma noção do que é a arquitetura antiga local.
Enquanto isso, a outra metade da cidade cresce cada vez mais e mostra a cara: a Madri moderna, cheia de avenidas largas, prédios enormes e a predominância da arquitetura contemporânea. As ruas da cidade são uma loucura. Movimentadíssimas, elas abrigam uma infinidade de carros estacionados (muitos prédios não têm garagem) formando um corredor para os demais que circulam. Estacionar é um inferno, o trânsito é pesado e quem está atrás do volante deve estar muito mais do que atento... e controlado. Apesar do trânsito extremamente agitado, na maioria das vezes o pedestre é respeitado. A não ser que resolva atravessar em locais impróprios e sem a devida sinalização.
Os meios de transporte coletivos facilitam a vida do turista em Madri. O metrô oferece 10 linhas que cruzam a cidade, os ônibus não andam lotados e o preço dos táxis é acessível. Muitas vezes os madrilenhos saem à noite e deixam o carro em casa, dando preferência aos metrôs e táxis.
Para sair às compras, prefira andar a pé e, de preferência, calçando algo bem confortável. O turista fica alucinado ao passear pelas galerias, lojas e shoppings: são tantas novidades que a vontade é levar tudo para casa. Aliás, fazer compras em Madri é uma perdição. Mas nem sempre os turistas se dão bem. No centro, há coisas maravilhosas e com preços que chegam a enganar. Dicas para as compras ficam mesmo com as grandes lojas, como El Corte Inglês - tem uma loja de departamentos em cada canto da cidade. O centro de Madri tem muita lojinha interessante, como na Puerta del Sol. O shopping La Vaguada é outra opção: além de ser um grande centro comercial, tem nove cinemas e diversas lanchonetes e docerias.
Madri é repleta de prédios, que se encontram amontoados no centro da cidade. Além das construções modernas e históricas, há muitos prédios velhos e sem nenhuma conservação, o que não deixa de ter uma beleza excêntrica. As casas - conhecidas como chalés - são exceção por lá, ou melhor, são coisa de gente rica. Elas surgem nos arredores da cidade, espalhadas pelos campos que margeiam as autopistas.
Diversão é o que não falta em Madri. Além da badalação em bares e boates, o madrilenho tem preferência por duas atividades: o futebol é uma delas. Em dia de jogo, torcedores do Real Madri, do Atlético de Madri ou até do Barcelona já saem de casa com todo o equipamento necessário para ir ao estádio. Depois do trabalho, é engraçado ver os engravatados no metrô com enormes chapéus e flâmulas, cantando e gritando o nome do time.
Já para quem tem sangue frio, a outra opção são as tradicionais touradas. O endereço é a Plaza de Toros, que fica na Calle Alcalá. Os espanhóis garantem: é um espetáculo imperdível.
Apesar de todas as belezas, Madri também tem seu lado feio. As taxas de desemprego atualmente estão altas, muitos estrangeiros que invadiram a cidade atrás de trabalho estão nas ruas e o racismo ainda deixa suas marcas no dia-a-dia. Uma grande campanha contra o racismo está movimentando toda a Europa, com cartazes espalhados pelos quatro cantos da cidade. Mesmo assim, ainda se vê muita discriminação na capital.


