Um museu onde vive a língua
Os caminhos da obra de Guimarães Rosa podem ser conhecidos também através da auto-avaliação do criador de Riobaldo e Diadorim, personagens imortais de ''Grande Sertão: Veredas'' - um universo encerrado pelo autor que afirmou: ''Quando escrevo, repito o que já vivi antes''.
Esse cotidiano transformado em uma mais belas paisagens da literatura é apenas uma pepita de ouro à mostra na Exposição Temporária do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, um obelisco ao patrimônio cultural, que é a nossa língua materna.
Para se aproximar de Guimarães Rosa, o visitante poderá seguir o percurso da homenagem aos 50 anos de ''Grande Sertão: Veredas'', concebida por Bia Lessa.
Nos sete caminhos que correspondem aos personagens e aspectos do livro, o público faz uma viagem sensorial, onde os brasileiros têm a chance de se reconhecerem.
Ocupando 7.240 metros quadrados do prédio da antiga Estação da Luz - um marco centenário da arquitetura paulista - o museu, inaugurado em março, abre as portas para os visitantes com uma espécie de ritual de passagem na Árvore das Palavras. A instalação de 16 metros de altura do designer Rafic Farah é uma degustação não só de palavras, mas de imagens e sons.
Novas surpresas esperam os visitantes na Praça da Língua, um salão com arquibancada, um planetário onde flutuam as palavras em prosa e poesia. Porém, é na Grande Galeria que o público partirá, como que de uma estação de trem, para o universo não só de Guimarães Rosa e de outros autores, mas em direção ao cotidiano, às danças, festas, o Carnaval e o futebol, retratos de uma língua portuguesa chamada Brasil.(F.L.)
Serviço: Museu da Língua Portuguesa
Estação da Luz, Praça da Luz, s/nº, São Paulo.
Horário de visitação: terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas. A entrada de visitantes é permitida até às 17 horas. Ingressos: R$ 4,00 adulto (inteira).
R$ 2,00 estudantes da rede pública. Entrada gratuita para crianças até 10 anos e pessoas acima de 60.





