Um mundo mutante na Patagônia
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quarta-feira, 08 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Patagônia O nome Patagônia ficou tão famoso que virou até marca de roupa. Ele tem peso, corpo e uma energia que parece inspirar aventura. É também sinônimo de vastidão, gelos eternos e pinguins, os habitantes da chamada ''terra de ninguém''.
Mas não apenas isso. Os 800 mil quilômetros quadrados deste território que um dia pertenceu somente ao Chile hoje a Argentina tem uma parcela revelam uma paisagem surpreendente. Mutante e colorida. Descobre-se ao mesmo tempo o verde de parques nacionais, com florestas, campos e vales que lembram o nosso Rio Grande do Sul, e o azul de glaciares milenares. Duas Patagônias.
Não é à toa que ela é a aposta do Chile para o incremento do turismo, um dos três destinos que mais recebem incentivos do governo os outros são Deserto de Atacama e Ilha de Páscoa. Bom para o viajante que chega a essas terras do sul. Lá estão, em meio às maravilhas da natureza, hotéis cinco-estrelas como o famoso explora Salto Chico ou cabanas confortáveis que combinam com o bolso dos turistas que querem gastar o mínimo.
Além de roteiros já conhecidos caso do Parque Nacional Torres del Paine e dos cruzeiros rumo ao mundo de gelo , outros menos explorados começam a figurar na lista de opções do viajante. A região de Aisén, ao norte, por exemplo, com interessantes vilarejos no caminho da mítica Carretera Austral, estrada que percorre boa parte deste trecho do país. Pelo jeito, Patagônia ''terra de ninguém e confins do mundo'' será coisa do passado.


