''O cinema mudou muito desde que Nino Rota se foi. São minoria os filmes que ainda utilizam temas originais para marcar cenas e personagens à maneira dos grandes mestres da arte. Nino Rota foi um desses mestres''. Palavras do crítico João Máximo no encarte do CD ''Nino Rota por Solistas Brasileiros'', que está chegando às lojas pelo selo Kuarup.
Nino Rota (1911-1979) representa na Itália o que Michel Legrand significa para a França, John Barry para a Inglaterra ou Elmer Bernstein para os Estados Unidos. Compõe, junto com os citados, o elenco dos monstros sagrados na arte de criar música para o cinema. Foi o compositor preferido de Fellini, ao qual seu nome é automaticamente associado.
No CD-tributo, estão presentes as harmonias e melodias que criou para os filmes do mestre, como ''Amarcord'', ''A Doce Vida'', ''Oito e Meio'', Boccacio 70'', ''Roma'' e ''Estrada da Vida''. Inclui ainda os temas de ''O Poderoso Chefão'' de Francis Ford Coppola, ''Rocco e seus Irmãos'' de Luchino Visconti e ''Romeu e Julieta'' de Franco Zefirelli.
Para executar as composições, o produtor Pelão convidou alguns dos mais renomados solitas do país: Guinga (violão), Roberto Corrêa (viola caipira), Joel Nascimento (bandolim), Rafael Rabelo (violão), Chiquinho (acordeon), Henrique Cazes (cavaquinho), Dudu Alves (piano), Zé Nogueira (sax soprano), Théo de Barros (violão), Zé Gomes (rabeca), Ciano (flauta) e Roberto (percussão), Luis Carlos Borges (gaita e acordeon), Laércio de Freitas (piano) e Toinho Alves (baixo).
Na capa, o discreto homenageado é retratado por Pancho Graells, chargista do jornal francês Le Monde que criou uma ilustração especialmente para o CD. (NS)


''Nino Rota por Solistas Brasileiros''. Gravadora Kuarup (tel. 21/2220.1623). www.kuarup.com.br. Preço: R$ 18,0.

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