Salve Gutemberg. O Salão Internacional do Livro de São Paulo abre suas portas para o público a partir de hoje até o dia 2 de maio, mostrando a força do mercado editorial brasileiro. Os organizadores do evento, leia-se Câmara Brasileira do Livro, querem sufocar as críticas sobre a ousada empreitada de se fazer o Salão simultaneamente a IX Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro. Algumas editoras cariocas, como a Record, Civilização Brasileira e José Olympio, somadas às paulistas Cia. das Letras e Paz e Terra, optaram por expor somente no Rio de Janeiro.
Os riscos envolvidos nesta cisma são grandes. O público verá uma constelação de estrelas menos luminosa que os cariocas e sentirá a ausência de grandes empresas do mercado editorial. No ano passado, quando o Salão ainda era Bienal, 1.396.474 pessoas foram ao evento. A estimativa é que este ano 50 mil estudantes visitem o Salão, considerado a terceira maior feira de livros no mundo.
Além de conhecer 1.500 lançamentos e poder contar com a presença de 184 autores, os visitantes deste megaevento poderão participar de concursos, cursos, seminários, oficinas, workshops e debates. As 600 editoras estão preparadas para transformar os visitantes em consumidores, oferecendo estandes atrativos e sedutores. No estande Fundação Nestlé, o grupo musical ‘‘Trovadores Urbanos’’ se apresenta periodicamente, durante todos os dias.

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