Sérgio Sade/Divulgação Piechnick:‘‘Todas as minhas telas dão margem a infinitas interpretações’’São traços fortes, violentos, urbanos, em cores que lembram ambientes noturnos ou soturnos em que figuras quase humanas aparecem no centro de atenção. Assim são os quadros da série ‘‘O Mergulho’’, que a artista plástica Piechnick mostra a partir de hoje, no Espaço Cultural Woodside.
‘‘Todas as minhas telas dão margem a infinitas interpretações, mas sempre traduzem de forma atemporal a angústia inerente ao homem’’, afirma a artista sobre seu trabalho. ‘‘É gratificante quando alguém observa a minha obra e se emociona, mas eu não premedito as reações das pessoas e trabalho sem o objetivo de atingi-las de alguma maneira específica’’, completa.
Uma das obras que estarão expostas no Woodside foi selecionada pelo Alternative Museum New York, entidade americana ligada a várias galerias da cidade. Entre outras oportunidades abertas por este contato americano, a artista estuda uma proposta de exposições periódicas na Gang Galery, do Soho.
Sérgio Sade/DivulgaçãoObra de Piechnick
A exposição reúne sete telas em técnica mista (tinta a óleo e acrílica) com desenho e pintura confundindo-se entre a predominância de cores básicas. Dos desenhos compulsivos com tinta acrílica, ela foi passando para algo mais cerebral a partir da utilização da tinta a óleo.
‘‘Ao contrário da tinta acrílica, mais gestual e emocional, o óleo requer raciocínio e equilíbrio na sua aplicação. Em compensação, o resultado se reveste de uma grande riqueza de luzes e tonalidades’’, explica Piechnick.
O Mergulho - Exposição individual da artista plástica Piechnick. No Espaço Cultural Woodside (Rua Nicolau Maeder, 881 - Juvevê, fone: 041/252-7826). De terça a sábado, das 18h às 2h. Até o dia 15 de março.

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