Pornô é qualquer figura, fotografia, filme, espetáculo ou obra literária que trate de assuntos obscenos, capazes de motivar ou liberar o lado sexual da pessoa. Erótico é algo sensual, lascivo, inspirado pelo amor. As duas palavras juntas formam um gênero de cinema que cresce a cada dia no Brasil e no mundo.
Os filmes pornô-eróticos conquistaram um espaço no mercado via vídeo-locadoras. O norte-americano John Stagliano, maior produtor pornô do planeta, consegue ter seus filmes assistidos nos quatro continentes a cada doze segundos. Stagliano produz a série Buttman, que é a mais famosa marca americana de produções de sexo explícito. E presume-se que ele não sabe onde colocar tanto dinheiro que vem ganhando.

Cachês são bons

Com o sucesso comercial de tais filmes, os cachês das atrizes e atores aumentaram. A norte-americana Krysti Lynn ganhava 25 mil dólares por filme. Ela morreu, aos 23 anos, vítima de acidente de carro. Quem também recebe bom dinheiro por gravação é o italiano Rocco Sifredi. Ele é o principal ator da série Buttman. Hoje ele já consegue bancar produções em que produz, dirige e atua.

Categorias Curiosas

O cinema pornô-erótico é dividido em categorias curiosas: há os filmes bizarros, de zoofilia (com animais), de sadomasoquismo, de gays e lésbicas, bissexuais e convencionais. Alguns chegam a ter duração de duas horas ou mais. O gosto por categorias diferentes é algo que surpreende os próprios donos de locadoras. Muitos compram fitas com a certeza de que pouco vão alugá-las. Mas existe público fiel para cada gênero. Na SexVídeo, que é a maior locadora especializada em pornô, em Londrina, os filmes de sexo entre pessoas e animais tem destino certo. Um exemplo é o caso de um japonês de mais de 50 anos de idade que locou três vezes o mesmo vídeo em que uma mulher contracena com um porco! Estranho, interessante e impressionante. A fixação por um tipo de sexo é capaz de provocar cenas engraçadas. Na SexVídeo, conta o gerente, um cliente queria a qualquer custo filmes com mulheres peludas que não se depilam. Outro só falava em produções com atrizes de mais de 100 quilos! Quando a locadora adquiriu fitas destas especialidades, eles ficaram satisfeitos. Um aficcionado por certa categoria de filme chega a locar duas a três vezes a mesma fita. Muita gente viu algumas vezes Uma Linda Mulher e E o Vento Levou, filmes normais. Mas um jovem bateu o recorde, alugando mais de cinco vezes, Black Studs, White Boys, que é filme de prática de sexo entre brancos e negras e entre negros e loiras.

Leis e costumes

Na Europa, o cinema pornô é mais liberado. As leis de alguns países permitem cenas que no Brasil são consideradas criminosas. Na Holanda, é permitido gravar cenas de sexo com menores de 18 anos. Nos Estados Unidos, a legislação é mais rigorosa. Em filmes de sexo com animais, não há menores em ação. São proibidos de atuar. Os europeus permitem a introdução da mão no sexo feminino. A legislação norte-americana não. Há atrizes que também estabelecem suas regras. Negam-se a praticar sexo em determinadas posições. Outras são abertas até a aparelhos. Até com halteres! Mundo louco, esse! Por outro lado, há atriz que só grava se o ator for o marido. A morena Racquel Darian, norte-americana, é uma delas. Sua compatriota Janine só fazia cenas com mulheres porque o marido não deixava que gravasse com homens. Quando se separaram, ela mudou o costume.

Brasileiros em Alta

Um certo nacionalismo tomou conta, este ano, dos pornófilos brasileiros. Em Londrina, as locadoras registram recordes de locação por filmes nacionais. Nos últimos meses, a série As Panteras conseguiu colocar seis peliculas entre as dez mais procuradas. O vídeo A Dança da Garrafa também é top-ten. O que significa que 70 por cento dos campeões são feitos no Brasil. A maioria no eixo Rio-São Paulo. E novas estrelas pornôs estão surgindo. As morenas Malu, Maggy Villela e Ana Bella conquistaram fãs de carteirinhas. As três chegam a receber (ainda é uma ninharia) 2.500 reais por roteiro que gravam. A receita deste sucesso pode estar na língua portuguesa. Um pornófilo disse que é melhor ouvir os gemidos e sussurros em sons que possa entender. Na realidade, a receita vem do diretor que está fazendo sucesso e tem nome até engraçado: Athaide de Amar.

Perfil dos pornófilos

Locar filme pornô é um tabu para muitas pessoas. Tem gente que fica horrorizada, mas muitos obstáculos foram transpostos e o preconceito diminuiu. Não é raro ver mulheres neste tipo de locadoras. Algumas acompanham maridos e namorados na hora da escolha. Outras vão sozinhas. O gerente da SexVídeo lembra que o constrangimento está diminuindo. Uma moça, de 20 anos, entrou na loja e não se incomodou com a meia dúzia de homens presentes. Escolheu alguns filmes, colocou-os no balcão e pediu sugestões. E o tom de voz dela era normalíssimo. Claro, o maior número de clientes é do sexo masculino. A maioria adulta, na faixa de 25 a 45 anos de idade. Mas há exceções. Um cidadão de 75 anos, fazendeiro, de classe média alta, loca três fitas, em média, a cada quinze dias.

Super-pornófilos

Em rápida passagem pelas locadoras da cidade, foi possível constatar que há um super-pornófilo em londrina. Cliente da
SexVídeo, assistiu a 250 filmes pornôs somente nos últimos seis meses. Mais de 40 filmes por mês! O perfil dele é o de uma pessoa normal: solteiro, sexo masculino, com pouco menos de trinta anos, trabalha em cargo técnico na construção civil. Um funcionário público, que trabalha no Judiciário, é o segundo maior locador de filmes pornôs em Londrina: 200, entre maio e outubro deste ano!

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