Um londrinense na academia da Osesp
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segunda-feira, 08 de março de 2010
Adriana Ito<br> Reportagem Local 
O mais jovem aluno da Academia de Música da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) é londrinense. Com apenas 17 anos, Danilo Silva de Oliveira acaba de conquistar uma das duas vagas disponibilizadas para violinistas na academia no começo deste ano. A outra vaga ficou com uma cubana, em um concurso com centenas de candidatos do Brasil e do exterior.
A conquista fez com que Danilo precisasse adiar seus planos de viajar para a Suíça (ele havia sido convidado para uma temporada por lá a partir de maio), mas vale a pena. ''Estou planejando ir depois que completar o curso, que tem duração de dois anos'', explica, em entrevista por telefone, no intervalo das aulas na Sala São Paulo, na capital paulista.
O curso da Academia é limitado a um determinado número de bolsistas, que precisam passar por várias avaliações para comprovar seu talento e seus conhecimentos. Lá, os alunos têm aulas teóricas e práticas diariamente, com professores renomados, muitos integrantes da própria Osesp - dentre eles, os spallas Cláudio Cruz e Emmanuele Baldini e o violinista Davi Graton. No decorrer dos dois anos, Danilo terá também a oportunidade de ensaiar e tocar junto à orquestra mais importante da América Latina.
Criada em 2006, a Academia de Música da Osesp veio para qualificar profissionais para compor os quadros da Osesp e orquestras similares. A iniciativa é da Fundação Osesp, entidade sem fins lucrativos que administra a orquestra com os recursos provenientes tanto do estado de São Paulo como do setor privado - ideia que de repente poderia servir também para a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel), quem sabe? ''Fico triste em ver o que está acontecendo com a Osuel. Acho que o governo poderia dar mais atenção para essa área. Dar mais recursos, que a gente sabe que tem'', comenta o jovem, que já tocou com a Osuel e já foi spalla da Orquestra Sinfônica Jovem da UEL.
Toda a sua formação como violinista, aliás, se deu unicamente através de personagens e instituições londrinenses. Seu primeiro contato com o violino foi através do projeto Musicando nas Escolas, aos seis anos. Depois, aos 10 anos, teve aulas na Casa de Cultura da UEL e, mais tarde, foi estudar com Roney Marczak, professor a quem Danilo dedica respeito e admiração. ''Eu nem sabia da existência do teste na Osesp, foi o Roney quem indicou e me preparou para as provas. Se não fosse ele, eu não estaria aqui hoje'', reconhece o músico, que também já participou da orquestra da Inesul e da Camerata Maxi.
Hoje, o único paranaense dentre os cerca de 20 alunos da academia (sendo quatro violinistas) vê os horizontes de seus sonhos se expandirem ainda mais. ''Daqui os alunos saem para orquestras na Alemanha, Estados Unidos e outros países'', observa Danilo, sem porém revelar que planos tem em mente. ''As perspectivas melhoram com certeza, porque tenho professores muito bons. Mas ainda é cedo para falar sobre até onde quero chegar''.


