Milão - As coleções de prêt-à-porter feminino para a temporada outono-inverno 2002/2003, apresentadas ontem em Milão, deixam prever que o próximo inverno será muito sexy.
Os desfiles de Prada e Gucci marcaram o tom desta tendência. Uma mulher ‘‘muito sexy, muito forte’’, definiu Tom Ford, estilista da marca italiana.
O preto predomina totalmente na coleção de Gucci. As pantalonas justas são pretas. O mesmo acontece com os casacões impermeáveis com golas grandes e vestidos de noite desestruturados em peças múltiplas.
A linha dá a impressão de deixar de lado tudo que é supérfluo. ‘‘As linhas são apuradas. Sem dúvida, cada peça é muito trabalhada, complexa, mais do que de costume’’, avaliou Tom Ford, que também está na direção artística da grife Yves Saint Laurent, agora filial de Gucci.
Miuccia Prada também deu uma tonalidade sexy e provocante à sua nova linha, mas num sentido diferente de Ford. A estilista apresentou, fato curioso numa coleção de inverno, um grande número de vestidos vaporosos e furta-cor.
‘‘Estava cansada de me dizerem que não fazia uma moda sexy’’, explicou Miuccia Prada, que dirige a maison com seu marido Patrizio Bertelli.
Apesar da novidade, o estilo Prada continua prevalecendo - chique e um pouco ‘‘retrô’’. A apresentação é que mudou bastante, começando com saias curtíssimas.
‘‘Decidi deixar de lado as jovenzinhas, das quais estava ficando cansada, para vestir as mulheres’’, acrescentou Prada, que nas últimas coleções dava a impressão de costurar para filhas de boa família, discretas, refinadas e muito formais.
Para marcar esta mudança de tom, Prada, que normalmente não usa modelos estrelas em seus desfiles, recorreu ao serviço do uma das mais cotadas atualmente, Eva Herzigova.
Na deslumbrante coleção de Fendi, maison assessorada pela estilista Karl Lagerfeld, reinam as peles.
Krizia, por sua vez, apresentou uma coleção com inspirações diversas, com quimonos se alternando com cotas de malha e capuz vermelhos ou pretos, tudo enfeitado com grande jóias de pedras semipreciosas.

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