Um inglês excêntrico
ReproduçãoNo universo onírico de Lewis Carrol nasceu AliceHá exatos 100 anos morria na Inglaterra Vitoriana o poeta, ficcionista, matemático, reverendo e fotógrafo Charles Lutwidge Dodgson. Ele entrou para a história como Lewis Carrol, pseudônimo tirado da inversão latina de Ludovicus Carolus, seus dois prenomes. Lewis Carrol nasceu oficialmente num passeio de barco pelo rio Tâmisa, quando Dodgson já cruzava a casa dos 30 anos. E foi nesse dia, 14 de janeiro de 1862, que nasceu a personagem Alice.
Alice era a filha mais nova do amigo Henry George Liddell e estavam no passeio de barco. O escritor enxergava na pequena garota o que se revela apenas no imaginário. Depois de lançar os dois livros, protagonizados por Alice Liddell, Carrol foi proibido de atravessar as portas da casa do amigo. Mas a fascinação perdurou.
A personalidade de Lewis Carrol continua a fascinar o leitor moderno. Como um homem tímido, tartamudo, de olhar enigmático poderia ser um formidável contador de histórias infantis? Uma das mitologias que acompanhavam a figura do escritor era a idolatria às crianças, principalmente as meninas. Carrol se divertia trocando correspondências com menores impúberes e fotografando garotinhas exalando sensualidade.
O paradoxo do autor se devia à excentricidade de seu universo ficcional e de sua predileção por questões lógicas. Talvez a reunião dessas características incidissem para que sua literatura fosse sempre acompanhada de nonsenses linguísticos. Essa convivência com o universo sentimental pré-adolescente resultou nas duas maravilhas literárias: Alice no País das Maravilhas (1865) e Alice Através do Espelho (1871). (F.F.)





