Um hóspede
bastante
especial
Na pequena Amboise, o visitante encontra réplicas da Monalisa e as criações de um dos gênios criativos do século 16
Agência Globo
Entre Blois e Tours há outras duas dezenas de castelos a se visitar. No meio do caminho entre uma e outra cidade, pela D751, fica Amboise. Essa é uma cidadezinha incontornável. Além do belo castelo da cidade, Amboise é um pequeno lugar bonito, charmoso e histórico. Foi aqui que o italiano Leonardo da Vinci viveu seus últimos anos de vida, entre 1516 e 1519. Convidado por François PremiSre a viver na corte francesa, o maior gênio do século 16 viveu na casa Le Clos-Lucé, em Amboise. A casa, na verdade um pequenino castelo, é cercada por jardins ornamentais, vinhedos e hortas. No seu interior, a alma de da Vinci e sua memória transformaram-se num museu.
Leonardo da Vinci trouxe para a França, e aqui deixou como legado após a sua morte, a Monalisa, a obra-prima do inacreditável pintor e inventor. Na casa de Le Clos-Lucé, você encontrará as réplicas da Monalisa (a original é a maior atração do Museu do Louvre) e de algumas das suas invenções, como o pára-quedas, a asa inspirada no morcego, o batel de rodas, o carro de ataque e o submarino.
O Castelo de Amboise, outra relíquia local, domina a cidade sobre um platô de onde também se controlava toda a navegação do Loire. Posto estratégico para a segurança da região, o castelo de Amboise foi sempre uma fortaleza de defesa, além de abrigar dezenas de nobres franceses e o delfim Carlos, que mais tarde seria o imperador Carlos VIII, da França. Amboise fica no centro do Vale do Loire. É o lugar mais indicado para se hospedar. À partir da cidade, é possível se conhecer todos os seus arredores.
Entre Tours e Angers, há outras duas dúzias de castelos a se visitar. Saída de Tours em direção ao sudeste, pela D40, há um outro roteiro interessante. Desse destaca-se o Castelo de Chenonceaux. Construído literalmente sobre o Rio Cher, o castelo tem uma arquitetura muito própria, inigualável. Sob o castelo, quatro grandes arcos permitem a navegação pelo Rio Cher. A construção do castelo de Chenonceaux foi concluída em 1435. Apenas três alas dele estão abertas à visitação pública. As que mais chamam a atenção são as cozinhas do castelo e o hall principal, sobre o rio, que dá acesso aos aposentos dos nobres da época.
Uma sugestão é, assim que o turista chegar a Orleans, procurar comprar um guia dos castelos do Loire. Assim, o visitante terá claramente uma visão do mundo que o aguarda. Aproveite a viagem para mergulhar neste capítulo da história francesa. Trata-se de um banho, um belo banho da nobreza francesa. Três rolos de filmes podem ser pouco para registrar tudo o que estará pela frente. E, na volta a Paris, tomara que o Brasil ganhe mais uma para você continuar seu roteiro nos arredores da capital.

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