Nos anos 60, havia um grafite muito popular nos muros de Londres e Nova York. Dizia assim: ''Clapton é deus!'' Referia-se ao guitarrista britânico nascido Eric Clapp (seu nome real), àquela altura integrante dos Bluesbreakers de John Mayall. O estilo virtuoso de Clapton, espécie de ponte entre o emergente rock britânico da época e o blues americano tradicional, tornou-se culto mundial. São 40 anos de carreira, 32 guitarras na bagagem, hits eternos no repertório (como Layla e Cocaine) e uma aura de herói do instrumento que ele não pediu à História.
''Eu não sou um bom solista, esse é o negócio do Jimi'', ele afirmou, com divina modéstia, em sua autobiografia. Eric Clapton toca hoje no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, às 20h30, num show de ingressos com preços astronômicos e com uma disposição de cadeiras no gramado que pode resultar pequenas confusões. O espetáculo começa com ''Key to the Highway'', sucesso do período do Derek and The Dominos, grupo que ele integrou entre 69 e 71.
Depois dessa abertura, vêm ''Reptile'' e ''Got You on My Mind'', canções do novo disco do guitarrista, ''Reptile''. Em seguida, é a vez de ''Tears in Heaven'', canção dedicada ao filho, Conor, morto em 91. Logo após ele apresenta a balada ''Bell Bottom Blues'', também da época do trágico grupo Derek and The Dominos. Estão ainda no repertório ''Change the World'', ''Pilgrim'', ''Father's Eyes'', ''Hoochie Coochie'', ''Wonderful Tonight'', ''Layla'', ''Sunshine of Your Love'', entre outras. A banda de Clapton tem Nathan East (baixo e vocais), Andrew Fairweather Low (guitarra e vocais), Stephen Gaad (bateria), David Sancious (teclados, guitarra e vocais) e Greg Phillinganes (teclado e vocais).
A abertura da noite fica a cargo de Roberto Frejat, do Barão Vermelho, que lançando seu primeiro disco-solo, ''Amor para Recomeçar''.

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