Um guia para descobrir a região de Beaujolais
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terça-feira, 08 de junho de 2004
Lucinéia Nunes<br> Agência Estado 
São Paulo - Não é preciso ser um expert em vinhos ou grande consumidor para já ter ouvido falar em Beaujolais. Em todo o mundo (inclusive no Brasil), essa pequena região francesa ficou famosa pela produção do beaujolais nouveau, o único vinho lançado com hora marcada, sempre em novembro, e para ser consumido de imediato. Supostamente uma das regiões de vinhos mais lindas do planeta, localizada nos arredores de Lyon e do Rio Saône e a apenas duas horas de Paris, Beaujolais reserva muito mais do que uma bebida jovem e frutada. É o que garante a jornalista Katia Zero em seu novo guia ''França-Beaujolais'', que está sendo lançado em São Paulo.
Autora dos best sellers ''Guia de New York'', ''Guia de New York Compras e Estilo'' e ''Manhattan Sensual'', Katia Zero conta que escolheu Beaujolais por ser uma região autêntica e com ótima relação custo-benefício, que reserva um roteiro cultural sem turismo de massa, com lindos castelos, cidades medievais e floridas, passeios de balão e bicicleta, estradas sem logotipos, uma gastronomia primorosa e, claro, por ser uma excelente porta de entrada para o universo do vinho, para entendê-lo e apreciá-lo.
''É sempre fácil dar uma dica ótima que custa US$ 1 mil. Difícil é encontrar a dica boa, barata e, ainda por cima, desconhecida'', justifica a autora. ''Estamos todos carentes de valores e preço, não de novidade vazia e cara. E Beaujolais é uma cápsula de qualidade de vida do tudo feito à mão com fim único de atingir excelência por uma gente com paixão pelo que faz e tudo ao redor.''
Para Katia, o ''nouveau'' transformou Beaujolais em vítima do próprio sucesso. ''Um nome conhecido no mundo todo não pela região, mas só pelo seu vinho e pena só pelo nouveau e não por seus melhores representantes: os crus. A terra que produz o vinho continua um segredo, e os dez crus de beaujolais, idem'', ela escreve. Durante dois anos, a jornalista foi à região por diversas vezes, participou da colheita da uva, visitou (e pagou) todos os lugares anonimamente, para selecionar o melhor e facilitar a vida do leitor.
O guia traz capítulos que incluem 40 razões para ir a Beaujolais; informações sobre chegada e transportes; mapas; o que ver; onde ficar; onde comer;
dicionário gastronômico e do vinho; atividades e esportes; os dez crus; top produtores artesanais; ainda verbetes comentados, com fotos, serviços e preços atualizados e entrevistas como a que ela faz com Georges Duboeuf, o maior produtor da região, que vende em média 30 milhões de garrafas por ano.
Segundo a jornalista, a região é agradável para toda a família e acessível ao bolso do brasileiro. ''Quem é que não gosta de comer bem, dormir bem e olhar coisa bonita sem pagar demais por isso?'', questiona Katia. ''Em Beaujolais você terá uma boa oportunidade para desmistificar o vinho e instigar o prazer. O beaujolais é fácil de dominar. Feito apenas com um tipo de uva, a gamay, seus aromas e sabores são de frutas e flores'', explica a autora. É um vinho perfeito para o clima brasileiro, o único tinto que pode ser tomado levemente gelado e combina com qualquer tipo de comida, até peixe. É bom para cozinhar, informal e festivo.
Serviço
França-Beaujolais. De Katia Zero. Editora e Gráfica Arizona. 140 páginas. R$ 39 nas livrarias de São Paulo.


