Se não fosse pela aposentadoria compulsória aos 70 anos de idade, o advogado Algacyr Morgenstern seguiria ocupando até hoje seu posto de trabalho no Porto de Paranaguá, onde atuou de 1972 a 1994.
O vínculo com o local, no entando, não deixou de existir. Aos 85 anos, Morgenstern é coordenador vitalício do acervo técnico do Porto e o único aposentado da casa que continua com um crachá em seu nome e tem passagem livre por lá. ''Tenho orgulho disso'', afirma. Mas a maior contribuição dele para o local onde trabalhou por tantos anos foi dedicar-se a contar sua história. Quando ainda era funcionário, ele reuniu em livro tudo o que conseguiu apurar sobre o maior porto do Paraná.
O primeiro volume, lançado em 1985, ''Porto de Paranaguá, contribuição à história - período: 1648-1935'', está esgotado e agora vai ganhar sua segunda edição. ''Comecei a me interessar pela parte cultural da cidade e a pesquisar a história do Porto pela própria história da cidade. História sempre foi meu fraco'', conta Morgenstern.
Antes da idéia do livro, ele escrevia artigos sobre a história de Paranaguá para o Jornal do Comércio e fazia comentários em um programa de rádio local. ''Paranaguá tem uma história muito grande e muito bonita. O povoamento do Estado começou em Paranaguá'', observa o pesquisador, que também fez parte da equipe do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá.
''Não pretendia transformar a pesquisa em livro. Até que fui convidado a reunir as histórias todas para lançar durante os festejos dos 50 anos do Porto. Durante o lançamento me comprometi a continuar'', lembra o escritor, que lançou o segundo volume, ''Porto de Paranaguá, contribuição à história - período: 1935-1985'', no final de 2006.
Como até então não existia nenhuma publicação específica sobre a história do Porto de Paranaguá, o pesquisador buscou as mais variadas fontes para montar seu quebra-cabeça: livros, revistas, jornais, documentos. ''Me aprofundei na história do Porto, lancei mão do arquivo e entrevistei todos os superintendentes. O primeiro deles, Gorrensen, ainda estava vivo''.
A pesquisa de Morgenstern tornou-se referência e é citada em trabalhos que a seguiram, como o livro ''Baía de Paranaguá: mapas e história'', de Carlos Roberto Soares e Paulo da Cunha Lana (Editora da UFPR, 1994). A obra também serviu de base para a publicação de ''Portos de Paranaguá: Imagens e Histórias dos Portos de Paranaguá e Antonina'', lançado em 2007.
A segunda edição de ''Porto de Paranaguá, contribuição à história - período: 1648-1935'' será lançada no início de julho, pela Coração Brasil Editora.com.br. Informações pelo e-mail: coracaobrasileditora@yahoo.

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