Um filme caro e cheio
de efeitos especiais
Não à toa que Castelo-Rá-Tim-Bum é umas das produções mais caras da história do cinema brasileiro: do começo ao fim, o filme foi enriquecido com efeitos especiais – sem permitir, no entanto, que os recursos tecnológicos se tornassem cansativos aos olhos das crianças.
Segundo o produtor, Alain Fresnot, cerca de R$ 600 mil do custo total de R$ 7,5 milhões foram gastos com os efeitos, todos produzidos na França. ‘‘O filme só é o que é por causa do que foi gasto nele’’, afirma Fresnot. ‘‘Sou totalmente a favor do BO – ‘bela obra’, completa, fazendo uma brincadeira com a sigla usada para designar filmes de ‘baixo orçamento’’.
Com a desvalorização da moeda, em janeiro – na mesma época que o trabalho começou a ser produzido – algumas das cenas em que objetos flutuariam precisaram ser cortadas do roteiro. ‘‘Acho que algumas adaptações vieram para o bem’’, opina o diretor.
A tecnologia brasileira também foi empregada em várias situações. Permitiu, por exemplo, que bonecos ganhassem inúmeras expressões faciais e corporais. ‘‘Ainda não podemos produzir tudo no Brasil, porque faltam máquinas em alta resolução usadas no cinema. Nós podemos fazer todos os tipos de recurso aqui, mas apenas para a televisão’’, justifica Cao.
A trilha sonora é obra de Lulu Camargo e do líder do grupo Karnak, André Abujamra – que já havia criado temas para diversos outros filmes, como ‘‘Carlota Joaquina’’, de Carla Camurati, ‘‘Os Matadores’’, de Fernando Brant e ‘‘Um Copo de Cólera’’, de Aluízio Abranches.
O filme tem fotografia de Marcelo Durst, direção de arte de Vera Hamburger e Clóvis Bueno e direção de produção de Fabiano Gullane e Caio Gullane. A distribuição é da Columbia TriStar Filmes do Brasil.

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