UM FESTIVAL SEM EXCEÇÕES
Elisa Marilia Carneiro
De Curitiba
A peça Kronos, da Intrépida Trupe, dá a largada para a 9ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, no dia 16 de março, às 21h30, na Ópera de Arame. Setenta espetáculos e 30 eventos estão agendados para acontecer até 26 de março nos mais diversos espaços da cidade. Para este ano, a grande novidade é a Mostra dos Incluídos, com três peças que têm as minorias na trama central. A Mostra Infantil também está de volta. Os ingressos vão custar de R$ 10,00 a R$ 20,00, com descontos progressivos e diferença para estudantes e classe artística. Poderão ser adquiridos a partir de 1º de março, mas os locais ainda não foram definidos.
Ao todo serão ocupados 32 espaços culturais da cidade, além de praças e ruas. A Mostra Oficial traz 24 espetáculos, com 14 estréias. O Fringe deverá ter no máximo 46 peças. Recebemos mais de 200 projetos para o Fringe. Tivemos de selecionar, cortando os amadores e os profissionais recém-formados. Em todo o Festival, tivemos a preocupação de trazer trabalhos que compusessem um panorama mais nacional, afirma Victor.
A avalanche de peças para o Fringe é explicada pelo sucesso que as companhias menos conhecidas fizeram nas edições anteriores. Dos já conceituados, temos certeza dos bons espetáculos. É uma obrigação. Portanto, as grandes surpresas ficam por conta das companhias de menos projeção.
O orçamento para esta edição é de R$ 1,5 milhão, patrocinados pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. O Fundo Nacional de Cultura, ligado ao Ministério da Cultura participa com uma verba que deve chegar a R$ 70 mil, mas que ainda não foi aprovada.
Uma feira de variedades, com produtos que vão de maquiagem e roupas a livros e bijuterias, além de uma série de debates e exposições completam o calendário dos eventos do Festival que, neste ano, estarão concentrados no Canal da Música. O FTC também traz 15 oficinas ministradas por profissionais de cada ramo das artes cênicas. Essas oficinas serão reconhecidas pela Faculdade de Artes do Paraná, como curso de extensão universitária.
A expectativa de público é de 100 mil pessoas. No ano passado o público foi de 70 mil. Duas mil pessoas, no total, estarão envolvidas, este ano, com o Festival. Desta vez o FTC está mais encorpado. Na Mostra Oficial temos apenas mais duas peças do que no ano passado. Estamos dando mais atenção ao Fringe e aos eventos, esclarece Leandro.
As companhias paranaenses participam com três espetáculos na Mostra Oficial e 15, no Fringe. Cinco grupos fazem 11 apresentações de rua - Praça Tiradentes, Parque Barigui, Passeio Público e Bosque Alemão. A prefeitura disponibilizará uma linha de ônibus batizada de Turismo Cultural, que percorrerá todos os locais das peças do FTC. Entre os outros espaços alternativos, haverá encenações em dois galpões, num presídio e na Capela do Bosque Alemão, onde será levada Visões, de Marcos Jorge.
A internacionalidade do festival fica por conta de uma única peça, Caesar, produção que reúne o teatro da Eslovênia, Croácia e Macedônia. Completam as estréias Bonitinha mas Ordinária, de Moacir Góes; Crimes Delicados, de Antonio Abujamra; Play, do paranaense Filipe Hirsch; duas peças dirigidas por Gerald Thomas, Coro e Camarim; Replay, de Gabriel Vilela, Henrique IV, de Antonio Guedes; e Happy end, de Marco Antonio Rodrigues, Anjo duro, de Luiz Valcazaras e Visões, espetáculo que vem da Itália, com direção do paranaense Marcos Jorge.
Os curadores do 9º Festival de Teatro de Curitiba são: Alberto Guzik, Danilo Miranda, Lúcia Camargo e Macksen Luiz, além dos três organizadores Cássio Chamecki, Leandro Knopfholz e Victor Aronis.Este ano, o Festival de Teatro de Curitiba traz como novidade a Mostra dos Incluídos que contempla as minorias sociais
DivulgaçãoCena do espetáculo Kronos, com a Intrépida Trupe, que abre o Festival de Teatro de Curitiba em 16 de marçoJosé SuassunaOs organizadores do FTC, Leandro Knopfholz, Victor Aronis e Cássio Chamecki programaram 70 espetáculos para o evento





