UM FESTIVAL ECLÉTICO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de agosto de 2000
Janaína Rocha Agência Estado 
A segunda eliminatória do Festival da Música Brasileira, transmitida ao vivo no sábado pela TV Globo, direto do Credicard Hall, foi marcada pelo ecletismo de gêneros. A canção Show, interpretada por Ná Ozzetti e de autoria de Fábio Tagliaferri e Luiz Tatit, o samba Eu Só Quero Beber Água, defendida por seu compositor Moacyr Luz, e a música Morte no Escadão, que virou rock com a leitura da banda Tianastácia, foram as três classificadas para a final, no dia 16.
A noite também foi mais calorosa do que a primeira eliminatória. Uma pista foi aberta para o público, que mostrou-se atento ao Festival. Grande parte dessa platéia interessada era formada por amigos e familiares dos intérpretes e autores.
Por volta das 22h40, o Festival começou com a composição O Vaqueiro e o Violeiro, de Gilberto Nascimento e Américo Ereno. Ela ficou ainda mais pulsante com a interpretação de Dominguinhos. Show foi a segunda composição. Com arranjos de Jaques Morelenbaum, ela foi interpretada com elegância e competência por Ná Ozzetti. A canção, de Fábio Tagliaferri e Luiz Tatit, bastante aplaudida, foi classificada. Em seguida, subiu ao palco Moacyr Luz, que levou as pastoras da Velha-Guarda da Portela para compor o coro. Novamente, o público encantou-se com o jongo e acompanhou o sambista nas palmas. A música foi classificada.
Morte no Escadão foi a última música da noite e a terceira a se classificar. O autor é José Carlos Guerreiro. Sou um compositor caseiro, não trabalho com música, contou. A música foi defendida pela banda de rock Tianastácia. Como não tenho banda, a produção da Globo se encarregou de encontrar uma para a música e todos fomos felizes.


