Arquivo FolhaDenise
Stoklos:
lotando o
teatro em
mais um
festival Sim, um festival de teatro também é feito de números. Até a última segunda-feira pelo menos 15 mil pessoas assistiram aos espetáculos espalhados nos 9 teatros da Mostra Oficial e nos 12 espaços do Fringe, evento paralelo. A estimativa é de Victor Aronis, um dos organizadores do FTC. Segundo ele, até o final do evento, marcado para domingo, pelo menos 50 mil pessoas terão prestigiado a maratona teatral.
Claro, otimismo nunca fez mal a ninguém. Mas a previsão de Aronis encontra fundamento no fato de que desde ontem está havendo uma maior concentração de espetáculos e também porque alguns grupos ou atores são luminosos chamarizes para o público. Um exemplo é Diogo Villela com o espetáculo ‘‘Diário de um Louco’’, com ingressos esgotados há muito tempo. O mesmo acontece com Denise Stoklos que certamente levará um público expressivo ao Teatro Guaíra na reapresentação de hoje.
Zé Celso Martinez Corrêa é outro grande nome que deverá atiçar a curiosidade do público com o seu ‘‘Ela’’( leia matérias na página 1).
Em relação ao ano passado, ainda segundo Aronis, houve um aumento - 5 por cento - na procura de ingressos por pessoas de outras cidades e estados, como São Paulo, Norte, Nordeste e interior do Paraná. Até mesmo o público do Fringe está superando as expectativas. ‘‘Tem surpreendido porque é a primeira vez que acontece esse evento e nós não sabíamos qual seria a reação do público e dos críticos’’ - diz ele.
Em outras palavras, tanto a mostra oficial quanto a paralela estão seguindo até agora sem nenhum solavanco maior. Ao contrário. O know how adquirido pela cúpula faz com que a cada ano o evento vá trilhando por caminhos mais pavimentados. Para isso, mais uma vez os números são responsáveis pelo revestimento: neste ano, são 600 pessoas envolvidas direta ou indiretamente no evento.
A única reclamação - e mesmo assim não muito incisiva - é quanto ao investimento global - R$ 3 milhões - no evento. Para Aronis seriam necessários pelo menos R$ 500 mil, com os quais seriam possível, ao seu ver, aumentar o número de espetáculos infantis (neste ano foram apenas dois), baixar o preço das bilheterias, trazer mais grupos ou atores internacionais e também incentivar grupos com recursos para a produção.
Cifras à parte, uma curiosidade: o público do FTC é composto em sua maioria por mulheres (60 por cento). A constatação veio de uma pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, em 96, a pedido da organização do festival. O levantamento apontou também que a principal faixa etária do público está entre 18 e 35 anos. ‘‘É um público novo’’ - afirma Aronis.
Esses e outros dados até hoje servem como base para a organização do festival. Uma próxima pesquisa somente quando o FTC chegar à sua 10ªedição, ou seja, daqui a três anos. O importante é que a cada ano que passa, o FTC está se popularizando cada vez e, principalmente, tornando-se visível em todo o território nacional. E pensar que tudo começou de um sonho. ‘‘E esse sonho agora é uma empresa bem constituída e sólida’’- emenda Aronis.

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