UM FESTIVAL DE ELETRÔNICA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de maio de 2000
Simone Mattos De São Paulo 
A proposta é ousada: montar o maior festival de música eletrônica que já aconteceu no País. Inspirado nos moldes europeus, o Skol Beats reunirá alguns dos melhores DJs nacionais e internacionais, como os consagrados Armand Van Helden e Bob Sinclair, pela primeira vez no Brasil. Apenas as cidades de Curitiba e São Paulo terão o privilégio de receber o evento, nos dias 9 e 10 de junho, na Pedreira Paulo Leminski e no Autódromo de Interlagos, respectivamente.
Sem rodeios e com grande sinceridade, o gerente de marketing da Skol, Pedro Cruz Lima, explica que Curitiba e São Paulo foram escolhidas porque o consumo de tal marca está abaixo da média nacional nas duas cidades, o que o obriga a concentrar esforços nesses locais. Para nós foi uma coincidência muito feliz o fato de Curitiba e São Paulo serem os mercados mais quantitativos no consumo de música eletrônica no País, confessa.
O evento, apesar de trazer o melhor da música eletrônica atual, não tem a intenção de reunir apenas o mundinho clubber. Não elitizar e atingir grandes massas com o simples atrativo da diversão é a principal proposta. Em cidades européias, é comum ver pessoas com 50, 60 ou 70 anos de idade nesses festivais, com a única preocupação de se divertir, comenta Lima.
Para isso, serão montadas quatro tendas na Pedreira Paulo Leminski, com mais de mil metros quadrados cada uma. Duas delas serão específicas para as performances dos DJs. Haverá também área de moda e comportamento com 13 marcas diferentes, quatro restaurantes, lounge com área de descanso e uma information zone, setor de informação via Internet.
A estrutura contará ainda com dois postos médicos, 50 banheiros químicos, 125 seguranças, área vip para 750 convidados (guest area) e três sistemas de som independentes, com 1.500 watts por tenda, entre outros. A idéia é atrair dez mil pessoas para a Pedreira Paulo Leminski.
Para explicar melhor como será o Skol Beats, a organização o define como um
evento diferente, de formato e atrações inéditas no Brasil. Não é um show, nem rave, nem festa, é um mix das três coisas. Nas pick-ups dos DJs estará rolando house, tecno, trance e drumnbass, para agradar todos os gostos.
O diretor artístico do Skol Beats, Luís Eurico Klotz, comenta que as pessoas devem esquecer a idéia de que música eletrônica é sempre um bate-estacas. Em qualquer estilo tem música chata. Se eu colocar aqui um rock chato, vocês vão sair correndo, brinca. A promessa do festival é popularizar ainda mais a música eletrônica no País.
Os organizadores lembram ainda que o público deve comparecer ao local com roupas e sapatos confortáveis, que as mulheres não devem usar salto alto e que a principal proposta deve ser a de dançar e se divertir.
Em tempo. Para quem já está lamentando pelo final do Skol Rock, evento que nos últimos anos reuniu grandes concentrações de roqueiros em festivais memoráveis, o departamento de marketing da Skol garante que um evento não substitui o outro. O Skol Rock continuará acontecendo normalmente e já estamos definindo as datas da próxima edição, que será no segundo semestre, antecipa Lima.
Os ingressos para o Skol Beats em Curitiba já podem ser adquiridos nas lojas Levis (Curitiba e Florianópolis) e na Rave Nightclub, por R$ 15,00. O evento terá início no dia 9 de junho, às 22h, e está programado para encerrar às 10h do dia seguinte, na Pedreira Paulo Leminski. Será proibida a entrada de menores de 18 anos.


