Um festival de cinema nacional
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de maio de 2000
Francelino França De Londrina 
O cinema nacional ganha visibilidade na programação do Filo 2000, com a Mostra de Vídeo da Funarte. Filmes raros, de animação, curtas e documentários, expatriados das locadoras, podem ser apreciados na Associação Médica de Londrina (Praça 1º de Maio). Essa é uma oportunidade única de conhecer (ou rever) filmes de Humberto Mauro, considerado o pai do cinema brasileiro. Da sua filmografia, serão exibidos Brasa Dormida (mudo 1928); Descobrimento do Brasil (sonoro 1936), baseado na carta de Pero Vaz de Caminha, com música original de Heitor Villa-Lobos e o curta A Velha a Fiar (sonoro 1964), peça da música brasileira, cantada pelo Trio Irakitan.
Dentre os curtas o destaque recai para Ruy Soldberg, com O Homem do Morcego, sobre o clássico Limite, de Mário Peixoto. Esse clássico dos anos 20, na programação da Mostra, é considerado uma experiência de arte eminentemente abstrata. De Chico Teixeira será apresentado Criaturas que Nasciam em Segredo. Dois cineastas também merecem reverência nessa seleção: Leon Hirszman e Paulo Cesar Saraceni. O primeiro com A Falecida (baseada na peça de Nelson Rodrigues) e Imagens do Inconsciente, sobre os artistas internos de hospitais psiquiátricos. Saraceni filmou um clássico Arraial do Cabo, apresentado num pacote de curtas do cineasta.
A Mostra de Vídeo da Funarte traz uma panorâmica de excelência do cinema brasileiro em curta, média e longa-metragem, com nomes mais influentes e significativos da nossa cinematografia. A boa notícia é que as sessões são gratuitas.
- Programação de hoje
14 horas - Argila, de Humberto Mauro. 16 horas - Viramundo, de Geraldo Sarno. 17 horas - Brasilianas nº 3 (curtas de Joaquim Pedro de Andrade e Leon Hirszman). 20 horas - Brasil em Curtas 4 (Urbanos Paulistas).


