Um espetáculo que acontece nos bastidores
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quinta-feira, 22 de maio de 2008
Francismar Lemes<br> De Umuarama para a Folha2 
O amor pela dança faz com que a Companhia Unipar, de Toledo, não meça esforços nem distâncias para divulgar a arte. O grupo estende as suas atividades a 16 cidades da região Noroeste, ajudando a preencher um espaço deixado pela escassez de formação na área.
Criada em 2005, a Companhia já levou para o palco um pouco de tudo, desde as danças folclóricas comuns na cidade até jazz, dança do ventre e danças de salão. Porém, é nos bastidores que o espetáculo da Companhia realmente acontece, atingindo até agora 3 mil estudantes das redes municipal e estadual, com projetos de dança. A intenção é aumentar esse número para 20 mil alunos até o final do ano.
''Desde que vim morar em Toledo percebi a dificuldade para criar um público de dança. Muitas vezes, as pessoas não entendiam o que estavam assistindo. Como a região não tem tradição na arte, resolvemos contar a história da dança, desde o balé clássico ao jazz. O nosso trabalho também envolve projetos em escolas e pessoas da terceira idade'', afirma a diretora da Companhia Unipar, Silvana Santos, bailarina formada pelo Teatro Guaíra e a Pontifícia Universidade Católica de Curitiba.
O grupo é integrado por estudantes da universidade, mas também é aberto à comunidade externa.''O trabalho é pioneiro, mas temos grande rotatividade de elenco. O nosso grupo não tem bailarinos profissionais, incluindo acadêmicos de Educação Física, Direito e alguns egressos. Os participantes ajudam nas oficinas para os estudantes das redes municipal e estadual, além dos idosos. A companhia também já abriu portas para alguns dançarinos no mercado de dança'', comenta Silvana, que foi uma das fundadoras da Companhia Verve, de Campo Mourão.
''Entrei para o projeto porque esperava melhorar profissionalmente. Trabalho com dança há algum tempo e esperava aprender, através da companhia, a dirigir e criar coreografias'', afirma Léo Santos, aluno do quarto ano de Educação Física da Unipar. Para Larissa Formiguieri, estudante de Estética, e que já passou por aulas de balé clássico, jazz e sapateado, a companhia possibilitou a volta à dança, depois de 10 anos afastada. A possibilidade de um contato com a comunidade, através dos projetos, também atrai muitos integrantes do elenco. Na avaliação de Silvana, o trabalho está revelando talentos.


